terça-feira, 20 de outubro de 2009

Conferência da ONU contra o Racismo

 O Presidente Iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, não perdeu a oportunidade de atacar mais uma vez Israel na Conferência da ONU contra o racismo, em Genebra. Desta vez, caracterizou Israel como tendo agido como um "governo racista" no Médio-Oriente, após a sua criação em 1945.

"Após a Segunda Guerra Mundial, os Aliados recorreram à agressão militar para tirar terras a uma Nação, legitimando esta acção por causa do sofrimento Judeu", explicou Mahmoud Ahmadinejad. Continuou dizendo que "enviaram migrantes vindos de Europa, dos Estados-Unidos e do mundo do Holocausto para implementar um estado racista no território Palestiniano ocupado".

Como era de esperar, estas declarações chocaram grande parte da assistência e levou alguns participantes a abandonar a sala de conferência.

A seguir, diplomatas expressaram as suas opiniões acerca destas declarações. O Presidente Francês por exemplo, pediu uma "extrema severidade" por parte da União Europeia em relação a este discurso que qualificou de "apelo à violência racista".

Bem, nem sou político, nem sou historiador mas apesar de não achar certa a forma como o Presidente Iraniano falou, admito que concordo com ele em determinados aspectos.

As minhas aulas de História ensinaram-me que o Estado de Israel foi construído em 1945 após a Segunda Guerra Mundial, para dar uma terra ao povo Judeu. Naquela altura, e corrijam-me se estiver enganado, era a Grã-Bretanha que geria o território Palestiniano e por não conseguir impor ordem naquela zona, decidiu dar a autoridade às Nações Unidas para administrar este território.

As Nações Unidas criaram dois cenários. O primeiro é o que vemos hoje, ou seja, dois Estados diferentes. O segundo baseava-se na criação de um e único estado federal, com o lado Judeu e o outro Palestiniano. A maioria votou para o primeiro plano e oficializou este ponto graças à Resolução 181.

Sabemos o que aconteceu depois...

O que é certo é que a povoação deste novo Estado não foi pacífica, decorrendo uma guerra logo em 1948 entre Árabes e Judeus. Isto ninguém pode negar. Também não se pode negar que houve mortos, afinal era uma guerra... Também não se pode negar que uma parte extremista de convicção Judia não queria conviver com os Árabes, querendo expulsá-los.

A isto, creio que todos nós chamamos anti-semitismo. Porém, quando se trata dos Judeus, a comunidade Internacional tem tendência em usar termos diferentes e a ser mais tolerante.

Não vou escrever muito mais até porque sei que esta opinião pessoal pode chocar alguns. Apenas queria deixar claro que não acho apropriada a forma como o Presidente Iraniano se expressou. Acredito que seja apenas uma provocação para incitar à violência, tal como disse Nicolas Sarkozy, e não poderia caucionar isto. Porém, achava justo a comunidade internacional ter um olhar imparcial e realista em relação a tudo o que sucedeu naquela região desde a Segunda Guerra Mundial, sem ter medo de assumir as suas ideias.

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