sábado, 17 de outubro de 2009

Enjoy the News!

Será que as notícias que vemos/lemos nos diferentes suportes têm obrigatoriamente de ser negativas? Será que os jornalistas não podem pegar numa notícia positiva e inseri-la no meio daquele amontoado de desastres? E não venho aqui falar de “boas” notícias do tipo: “Um golfinho nasceu no oceanário”, ou “O Tony Carreira encheu o Pavilhão Atlântico” e por aí fora…


Gostava de ver notícias que dessem mais importância e valor aos homens, e às suas boas acções, inclusive aquelas feitas pelo Governo.


No outro dia, vi o telejornal Francês e, à dada altura, uma notícia informava o público que o Secretário de Estado para a Solidariedade, em parceria com uma associação que ajuda os pobres, tinha requisitado um pavilhão durante um fim-de-semana onde se poderia encontrar brinquedos muito baratos para as pessoas mais necessitadas poderem oferecer uma prenda aos seus filhos.


Aí está uma notícia como eu gosto de ouvir e até queria obter mais informações sobre esta iniciativa que achei muito boa. Afinal, o Governo Francês que é criticado pela sua política social (e não só), demonstrou o contrário com esta atitude que era de salientar.


Ora, o problema é que esta notícia que deveria merecer, no meu entender, cerca de 1 a 2 minutos, teve destaque apenas durante 15 segundos. O tempo de mostrar as pessoas entrar no armazém e de ver ao longe o Secretário de Estado… Quando se sabe que a parte dedicada ao futebol dura uns 15 minutos, eu até fico com calafrios.


Ultimamente, tem-se ouvido falar da “crise” mas algo que as pessoas se estão a esquecer é que uma sociedade como a nossa precisa de confiança para se poder desenvolver. Logo, e nesta altura, é preciso que as pessoas tenham algum motivo para sorrir, ter esperança, para ultrapassar estes difíceis momentos.


Quanto mais falarmos desta famosa crise, quanto mais estaremos enterrados no nosso marasmo. Neste contexto, os media têm de desempenhar dois papéis: informar (algo que nem sempre fazem bem) e, agora, dar notícias que suscitam esperança e confiança. Isto não significa que os jornalistas tenham de esconder a verdade. Creio apenas que, num telejornal que dura cerca de uma hora, existe tempo suficiente para falar de más notícias (guerras, catástrofes, economia…), de desporto, de cultura e, por fim, de eventos positivos.


Não acho que isto seja impossível e ainda tenho esperanças que existam boas notícias para contar. É que por cá, nem o futebol nos traz alegria…

0 comentários: