sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Orçamento Rectificativo

Esta Sexta-feira, a proposta do Governo de segunda alteração ao Orçamento do Estado para 2009, foi aprovada, na generalidade, com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD, CDS-PP e PCP, e o voto contra do BE.

Aqui, o objectivo deste post não é de criticar o Orçamento Rectificativo, mas sim a atitude de determinadas bancadas parlamentares que decidiram não participar nesta votação.

No post anterior, falei dos paradoxos inerentes à actividade política e das suas incoerências. Aqui temos mais um exemplo. Não é por mal, mas depois disso, como é que os políticos podem criticar a abstenção do povo quando ocorrem eleições?

E depois vêm falar de credibilidade...

2 comentários:

Simao M. disse...

Apoiado!
Ilustra perfeitamente os dois tipos de pessoas existentes neste planeta. Aqueles que têm a coragem de abster-se pessoalmente e aqueles que votam, para que os políticos merecedores da sua confiança no parlamento se abstenham por eles.
Não posso deixar de me perguntar no entanto, com tanta abstenção, quem é que anda a tomar as decisões?
Thanks Cris!

Cristóvão disse...

Ainda em relação à abstenção quando ocorrem votações no Parlamento, queria aproveitar a actualidade para acrescentar este pontinho. Hoje, A Assembleia da República aprovou na generalidade uma resolução do CDS-PP para simplificar os critérios do programa comunitário de desenvolvimento regional (PRODER). O diploma teve os votos favoráveis de PSD, PCP e PEV e mereceu a abstenção do PS e do BE. Resumindo: a preguiça nem tem cor, nem orientação política...