sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Desafio

Hoje, no trabalho, recebemos um email que nos deixou a todos sem palavras.

Se a língua Francesa tivesse regras, tal como tem as Nações Unidas, o texto a seguir seria muito provavelmente associado ao Irão, à Coreia do Norte ou ao Afeganistão...

Eis a "pérola":

"bonjour je devais vous rapeler pour le num de mon marie vu que je peu pas je vous avois un email sais le 17xxxxxxxx26 mersie de me repondre par email pour me dire si vous lavais bien resue mersie mll xxxxxx"

Quem sabe transcrever isso para Francês???

Aguardo propostas :-)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Job Dating

Toda a gente, por experiência própria ou por ter ouvido falar, sabe o que é o speed dating e o seu conceito que tem como objectivo permitir relações amorosas em poucos minutos. Foi na base deste conceito que surgiu o Job dating.

Tudo aconteceu em França onde esta ideia inovadora permitiu a artistas encontrar mecenas para subvencionar os seus trabalhos enquanto em Rennes, uma empresa de serviços usou este conceito para pôr em relação famílias e baby-sitters.

Na prática, esta derivação do speed dating segue exactamente os mesmos passos e permite aos seus amadores de ir directamente ao assunto.

Talvez o tempo dado seja demasiado curto mas permite, pelo menos, ao investidor/empregador de ficar entusiasmado com o projecto/candidato e, o facto de ter um contacto pessoal é, muitas vezes, fundamental na conclusão de um negócio.

Esta evolução nos dating abriu caminhos a outros tipos de encontros rápidos no âmbito do trabalho ou do investimento, porém a tendência para estar a inverter-se no que diz respeito aos encontros amorosos.

Assim, a empresa Meetic abandonou a ideia de organizar sessões de speed dating porque os clientes mostraram cada vez mais interesse em ter mais tempo para poder comunicar mais e estar mais à vontade.

Foi assim que nasceu o contexto do slow dating que consiste em almoços colectivos durante os quais os homens trocam de lugar a cada novo prato que lhes é servido (cerca de 20 minutos de cada vez). Dependendo da quantidade e da qualidade dos pratos servidos, até pode ser interessante... :-)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Estados da Morte

A Língua, ou melhor dizer, o uso da Língua é algo que me fascina principalmente quando está associada ao comércio e a técnicas de marketing ou de vendas.

No outro dia, comprei um insecticida da marca “Raid” contra moscas e mosquitos e, no recipiente, aparecem dois argumentos comerciais. O primeiro diz “Super Rápido” e o segundo diz “Mata-os bem mortos” (referindo-se aos insectos voadores).

Foi então na leitura deste segundo argumento que a minha mente começou a trabalhar. O que é que os técnicos/engenheiros/doutores da “Raid” entendem por “Mata-os bem mortos”? Talvez existam produtos da mesma gama dizendo “Mata-os mais ou menos mortos” e “Mata-os ligeiramente mortos”…

Será que os cientistas analisaram os cadáveres dos insectos para saber se eles estavam em estado de morte cerebral ou morte cardíaca para depois determinar um grau de morte? Não me cheira…

Sou uma pessoa que pensa de forma muito simples. Primeiro, penso que ou estamos mortos ou estamos vivos logo, e na minha opinião, esta frase é absurda. Segundo ponto, odeio quando os senhores do marketing escrevem frases deste tipo que, no final de contas, não são argumento comercial nenhum. Isto, caros colegas, é apenas a característica essencial do produto, a razão pela qual o consumidor vai comprá-lo.

É como se vocês estivessem a vender uma caneta e dissessem “Uma caneta que escreve”. A sério? Ela pode fazer isso? Não tem muita lógica pois não? Até acho que toda a gente iria rir-se. Mas pronto, eu não precisei desta caneta para me rir, o insecticida em questão chegou.

Se calhar, este insecticida tem um gás hilariante enfiado lá no meio e os insectos morrem de um ataque de riso. É pena eles não saberem ler, de certeza que ficavam de patas pró ar…

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Alho ou Ouro?

O preço do alho nunca foi, salvo erro, alvo de notícia. Quem é que se interessa pelo alho a não ser o bacalhau na altura de Natal? Porém, na China, falar de alho neste momento pode ser equiparado a falar de ouro ou de petróleo. Porquê? Simples... Desde Março, o preço do alho foi multiplicado por 4, ultrapassando um dos valores de referência na nossa economia: o ouro.
 
Este aumento brutal deve-se ao facto dos Chineses acreditarem que o alho pode prevenir riscos de contaminação do vírus H1N1. Assim, observa-se cenas estranhas, como por exemplo escolas a comprarem alho em grandes quantidades para dar de comer aos alunos, logo pela manhã.
 
Este acontecimento está a criar uma onda de especulação por parte dos poderosos proprietários de minas de carvão que têm comprado este precioso alimento para o armazenar e vendê-lo ainda mais caro quando o preço voltar a subir.

 
Outro factor explicativo deste fenómeno deve-se ao facto do preço do alho em 2009 ter atingido recordes negativos, sendo que muitos agricultores foram obrigados a encerrar as suas actividades, produzindo menos e, consequentemente, tornando o bem mais escasso.
 
Bem, tendo em conta o que acabamos de ver, eu optava por investir no mercado das pastilhas elásticas... Com tanto alho a ser comido por tanta gente, o mais certo é a população Chinesa precisar urgentemente do contributo da Trident, da Chiclets, e da desaparecida Gorila...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Cartão Música Jovem

O governo Francês, por via do seu Presidente, consciente dos perigos que constitui a piratagem informática de conteúdos audiovisuais, está a pensar resolver esta questão com uma ideia interessante e que consiste em dar 200 euros aos jovens para eles poderem descarregar músicas, legalmente, via Internet.

Esta iniciativa será materializada por via de a um “Cartão Música Jovem” que deverá ser lançado este Verão.

O Presidente Sarkozy pretende que o Estado pague 50% do valor anunciado enquanto a indústria da música, nomeadamente as produtoras, terá de pagar o restante.

Deste modo, o Governo Francês tem como principal objectivo voltar a educar a população jovem a adquirir música legalmente e erradicar comportamentos perigosos para esta indústria cada vez mais em crise.

Ainda subsistem dúvidas em relação à aceitação desta medida por parte das produtoras como dos próprios artistas e, para além disso, ainda não se sabe ao certo a que faixa etária se dirige esta iniciativa.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Tradução e Economia

Há algum tempo atrás, enquanto estudava para um teste de micro-economia, decidi requisitar um livro na Biblioteca Geral da Universidade do Minho (BGUM).

A referência bibliográfica deste livro é a seguinte: Frank, Robert H. - Microeconomia e comportamento. Lisboa : MacGraw-Hill, cop. 1994.

Este manual foi inicialmente editado em Inglês e, a seguir, foi traduzido para Português por Fernando Neves de Almeida.

O objectivo deste post não é de criticar a tradução do senhor mas sim de comentar uma frase onde o autor fala da transitividade. Não sabem o que é? Muito bem, passo a explicar este conceito usando um exemplo. Se o Pedro é maior que o João e, se o Paulo é maior que o Pedro, então o Paulo é maior que o João. A transitividade é exactamente isto!

Mas neste caso, o tradutor (e digo bem tradutor e não autor) explicou este conceito usando outro exemplo: o futebol Português, e nomeadamente os 3 grandes. Passo a citar:

"Uma outra relação não transitiva é demonstrada na relação de “derrotas do futebol”. Nalgumas épocas o Benfica derrota o Sporting, e o Sporting vence o Porto, o que não quer, necessariamente, dizer que o Benfica vá vencer o Porto, embora seja o mais provável (*)."

O asterisco envia para uma nota de rodapé que diz: "Comentário do tradutor".

Para quem não acreditar, segue abaixo uma foto do livro e da página em questão. Agora digam lá se este tradutor não tem pinta?




sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Artista do Mês: The Corrs

Inicio o ano com uma nova rúbrica neste blog, que visa a apresentar alguns dos cantores/bandas que mais gosto. Como é óbvio, vou começar este exercício pela minha banda preferida, os irlandeses The Corrs.

Acho que todos devem conhecer esta banda, ou pelo nome, ou por ter ouvido algumas das suas canções.

A minha paixão por eles começou numa manhã de Outono de 1997 quando liguei a televisão e vi o vídeo clipe de Only When I Sleep. Desde então, acompanho a carreira desta família com atenção e tenho sempre imenso prazer em ouvir aquelas vozes associadas com melodias enraizadas na tradição irlandesa. É uma mistura que adoro…

Os irmãos Corrs (Andrea, Sharon, Caroline, Jim) são oriundos de Irlanda, mais precisamente de Dundalk, e filhos de pais que também eram músicos. Começaram a tocar cedo alguns instrumentos tradicionais, produzindo-se em Pubs e tornaram-se conhecidos a partir de 1995 ao cantar na primeira parte dos concertos de Céline Dion.

Em 1995 é lançado o primeiro álbum da banda intitulado Forgiven not Forgotten e seguiram-se o Talk on Corners, In Blue, Borrowed Heaven e Home. Entre estes álbuns, os irmãos Corrs aproveitaram para editar dois concertos em CD: MTV Unplugged e o Live at VH1.

A parte mais engraçada desta banda é que iniciaram a sua carreira nos Estados-Unidos e apesar do sucesso do primeiro álbum na Europa, o segundo não ia ser produzido, pois as vendas do primeiro foram fracas nos EUA. Após muitas negociações, Talk on Corners foi apenas lançado na Europa e com a obrigação de vender mais do que 3 milhões de cópias.

Para tal, o manager da banda teve a brilhante ideia de promover os seus pupilos na noite da St Patrick ao transmitir, em directo, o concerto que os The Corrs iriam dar no Royal Albert Hall, em Londres. Foi graças a esta iniciativa que a banda tornou-se no que ela é, conseguindo superar facilmente os 3 milhões de álbuns vendidos e continuando uma brilhante carreira.

A partir de 2005, os membros da banda decidiram fazer uma pausa para cada um poder dedicar-se à sua vida familiar mas também para tentar aventuras a solo. A líder do grupo lançou um álbum que não teve publicidade e que, por tê-lo ouvido, não me convenceu nada. No final do mês de Agosto, foi a vez da Sharon tentar dar este passo e, na minha opinião, saiu-se melhor que a irmã mais jovem.

Porém, e após cinco anos sem ouvir nada de novo por parte desta banda, acho que já era tempo voltarem a trabalhar juntos.

Enquanto não voltam aos estúdios, deixo na categoria “vídeos”, algumas das músicas que mais gosto, ao vivo e a cores…