sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

iPad & Marketing

A Apple apresentou há poucos dias atrás o seu novo brinquedo: o iPad. Desde então, muita coisa foi dita acerca deste iPhone gigante e inúmeros comentários circulam na Internet, sendo que os mais cépticos apontam para alguns problemas: peso, potência insuficiente, ecrã pequeno, falta de conectores USB, ausência de câmara, etc. Logo, concluímos que para estas pessoas o iPad irá conhecer um destino infeliz e que será um falhanço tremendo da Apple.
Ao contrário de algumas pessoas, não sou fanático pelos produtos da marca da maçã mas não é por isso que os odeio. São simplesmente diferentes e a verdade é que, até hoje e em termos comerciais, a Apple tem mostrado uma grande capacidade de inovação e de criação de novos mercados. O sucesso dos iPhone, iPod e dos MacBook são uns meros exemplos. Neste sentido, acho que a Apple está novamente certa em relação ao iPad.
Primeiro ponto. Parece-me que existe realmente um mercado para terminais informáticos de simples utilização que permita ao utilizador de aceder à Internet e às suas redes sociais de forma simples e prática (os Ingleses falam de "couchputer"). Aliás, o sucesso dos netbooks são uma prova disso.
Segundo ponto. O marketing é uma área extremamente interessante, pois implica observar (ou criar) as necessidades do mercado-alvo para responder da melhor forma, tanto a nível de performance como a nível de custo, e sem canibalizar os outros produtos da gama. Nesta matéria, a Apple conseguiu diversificar a sua gama de produtos sem comprometer o sucesso de um ou outro aparelho e não me parece que o iPad seja excepção à regra.
Terceiro ponto. A oferta de serviços anexos é cada vez mais importante e determinante para o sucesso de empresas tecnológicas. O Applestore aparece como sendo um factor de sucesso, pois permite ao utilizador trocar facilmente aplicações e, tendo em conta o interesse de muitas editoras de livros neste novo produto para poderem aumentar o seu volume de vendas numéricas, o mais certo é esta associação ser proveitosa. 
Quarto e ultimo ponto. Cada vez mais, gostamos personalizar os nossos produtos e a Apple já interiorizou esta ideia há muito, criando uma espécie de eco-sistema à volta dos seus produtos que gere milhões de dólares (capas, phones, widgets, etc.).
Assim sendo, e embora nunca se possa prever a reacção do mercado, apostaria no sucesso deste novo produto da Apple. Porém, alguns comentários cépticos têm de ser levados em consideração, mas estou convicto que a marca da maçã irá corrigir alguns dos problemas levantados na próxima versão. Já assim foi com o iPhone...

1 comentários:

Sara disse...

uma correcção não é parecido com o Iphone mas sim com ipodtoutch. por isso não tem câmara e outros atributos.
Pelo que vejo não vai ser mais um falhanço da Apple porque só o simples facto de ser da Apple todos o vão querer- É como o primeiro Iphone que não vale nada mas todos compraram só porque é da moda.