sábado, 1 de maio de 2010

Artista do Mês: Queen

No outro dia, li uma entrevista dos Scorpions na qual o líder da banda comentava que hoje em dia, à excepção dos U2, já não existia uma banda Rock capaz de encher estádios. Pensei na questão e, realmente, tinha parcialmente razão, pois acho que os Bon Jovi são capazes disso, tal como os Rolling Stones, os AC/DC ou os Metallica... A verdade é que a moda de encher estádios de futebol para um concerto é um exercício que associo mais à década de 80, com bandas míticas das quais podemos destacar uma que é, na minha perspectiva, uma das melhores bandas de todos os tempos: os Queen.

 

Queen, para quem não conhecer (será que pessoas dessas existem?) é uma banda que foi criada em 1970, em Londres, e que era composta por Brian May, Roger Taylor, John Deacon e Freddie Mercury. No total, e embora não exista dados fiáveis sobre esta questão, fala-se que venderam até 300 milhões de álbuns.

Em 2007, um inquérito de opinião encomendado pela BBC Two revelou que os Queen eram a "melhor banda britânica de todos os tempos", deixando os Beatles e os Rolling Stones para trás o que mostra o carinho que o público tem ainda por Brian May e companhia, apesar do falecimento do líder, o carismático Freddie Mercury.

Curiosidade… Foi o próprio Freddie Mercury que deu a ideia do nome, por se tratar de um nome curto, fácil de memorizar, irreverente, pois queen significa "rainha" mas também "homossexual", em calão britânico. Foi também ele, como titular de um diploma em ilustração e criação gráfica na Ealing Art College de Londres, que criou o emblema da banda, conhecido em Inglês por "Queen Crest".

 
O logótipo foi estreado aquando o lançamento do primeiro álbum e representa os signos astrológicos dos elementos da banda (dois leões para Deacon e Taylor, um caranguejo para May e duas virgens para Mercury). No meio, encontramos a letra Q em maiúscula, num formato trabalhado, com uma coroa inserida dentro, e por baixo de uma Fénix majestosa. Este logótipo poderá ser visto na maioria dos concertos, pois encontrava-se desenhado na bateria.

E já agora, falando de concertos... Que tal falarmos um pouco da Magic Tour, uma digressão fenomenal que acabou em Londres, em Wembley, onde a banda actuou duas noites seguidas. Para quem tiver os CDs/DVDs, acho que todos concordam em dizer que foi um grande concerto. Porém e apesar dessas duas datas, ainda havia muita gente que não tinha um bilhete e que queria ver a banda ao vivo (onde já vi isso… ah sim, para os U2 em Coimbra). Como não dava para reservar o estádio para mais uma noite, os Queen realizaram então um concerto no Parque Knebworth e venderam, em apenas duas horas, a pequena quantia de 125 000 ingressos. Este será o último concerto da banda ainda composta pelos membros originais. No total, calcula-se que cerca de 1 milhão de pessoas assistiram a esta digressão (400 000 só no Reino-Unido).

Depois do falecimento do líder da banda, falou-se em substituir o cantor, nomeadamente por George Michael mas aparecia óbvio que nada seria como dantes e, de certo tinham razão.

Tal como a Fénix que renasce das suas cinzas, os Queen continuaram a ter sucesso depois do desaparecimento do Freddie Mercury, começando em 1992 com a estreia do filme Wayne’s World no qual podemos ouvir o famoso Bohemian Rhapsody. Depois disso, haverá mais um álbum (Made in Heaven) e uma série de colectâneas que materializam o lema descrito por Mercury numa das últimas canções escritas pela banda e que eu gosto muito: The Show Must Go On!



Como sempre, poderão ver alguns vídeos aqui ao lado...

2 comentários:

Fagundes disse...

Esqueceste-te de dizer que quase 10 anos depois do "Made In Heaven", os Queen juntaram-se com Paul Rodgers e ainda gravaram o "The Cosmos Rocks", sendo o 1º álbum sem o Freddie.
Ainda deram alguns concertos com o Paul Rodgers como vocal, mas o Rodgers saiu no ano passado acho eu.
Só para completar a informação :P

Cristóvão disse...

Tens toda a razão e ainda bem que mencionaste este ponto. A verdade é que, para mim, esta tentativa de fazer ressuscitar um mito não passa de uma mera estratégia comercial à qual os fãs da banda não aderiram. E ainda bem... Mas uma vez que estamos a falar de marketing, confesso que tenho alguma curiosidade em ver o musical "We Will Rock You"