domingo, 4 de julho de 2010

Daqueles que Encomendam no McDrive e Comem no Carro, à porta do McDonald's

Este fim-de-semana, numa conversa entre amigos, tive a oportunidade de debruçar-me sobre um fenómeno sociológico que a cidade de Braga tem observado ao longo de vários anos, na zona da Universidade do Minho. Não, não vou falar de praxe, nem de noites académicas. Queria falar antes do McDonald’s, ou melhor, de quem vai ao McDrive e, mais particularmente daqueles que vão lá encomendar e que depois ficam a comer no carro junto ao “restaurante”.

Para quem não for da zona e desconhecer este fenómeno, passo a explicar… O McDonald’s situado junto à Universidade do Minho tem um McDrive, um parque de estacionamento privado e um caminho sem saída muito perto onde os universitários costumam estacionar os carros. Até aqui, nada de estranho. Porém, há quem goste de encomendar no McDrive e, das duas uma: ou estaciona o carro no parque de estacionamento e come aí mesmo, ou anda mais uns metros, estaciona o carro naquele beco e come no carro.

Não costumo julgar as pessoas sem tentar perceber quais os motivos que as levam a cometer determinados actos. Contudo, e após tanto tempo a observar quem ia ao McDonald’s junto da Universidade do Minho, confesso a minha ignorância. Já pensei em 1001 razões mas nenhuma válida me ocorre. Logo, só pode ser parvoíce…

Contudo, como sou teimoso, tentei encontrar algumas razões minimamente racionais…

A primeira teria a ver com o carro em si… De certeza que o automóvel tem todo o conforto lá dentro (bancos confortáveis em pele, daqueles que fazem massagens e que aquecem, televisão, etc.). Mas pelos vistos não é o caso, a não ser que os Clios, Corsa, Punto e companhia limitada tenham este equipamento. Neste caso devolvo já o meu!

A segunda teria a ver com as instalações do McDonald’s… Sei lá, talvez um problema com o ar condicionado, o cheiro a fritos, os empregados, a porta que nunca está fechada e que faz corrente de ar? Não me cheira… Neste caso, uma pessoa vai ao McDrive e segue comer para casa ou para outro sítio, mas não fica parado mesmo à porta do estabelecimento. Digo eu…

A terceira teria a ver com a instituição em si que, neste caso, seria vista como o rosto de um capitalismo feroz. Também não me parece porque as pessoas compram na mesma, logo favorecem o crescimento da empresa e de tudo o que pode representar em termos políticos e sociológicos.

E fiquei por aqui em termos de explicações terre à terre. O resto já deveria meter ETs, mutantes e divindades pagãs ao barulho. E sinceramente, não me parece plausível…

Assim, gostava saber se algum de vocês tem um palpite em relação a isso. E já agora, já experimentaram? Porquê? Qual é a sensação?

Falem comigo, partilhem...

1 comentários:

SUper SUB. disse...

Devo confessar que já fiz tal coisa. A minha justificação para por:
Quando la chegamos a fila de pessoas no restaurante vinha ate a porta. Optamos por fazer fila sim, mas confortavelmente sentados no automovel. apos sermos atendidos no Mac Drive, a forme era tal que optamos por comer logo ali perto do restaurante.

Esta foi a minha primeira e unica vez!