quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Os Valores dos Homens

Desde pequeno, o meu pai ensinou-me que o valor de um Homem não se mede em função do património, do dinheiro ou das origens sociais, mas sim pelas qualidades humanas que cada um demonstra. Neste sentido, sinto-me privilegiado por conhecer pessoas cujos valores humanos estão acima de tudo e, embora tivesse minimamente consciência da minha sorte, só nos últimos dias realmente percebi o quão sortudo sou. Talvez a minha posição esteja errada mas acredito que tudo na vida é relativo. Relativo no sentido de que só podemos achar algo verdadeiramente bom se tivermos provado algo menos bom, que só podemos dar o verdadeiro valor de um bom momento se tivermos passado por um péssimo, etc.

E isto vem a que propósito?

Nos últimos dias, presenciei de forma totalmente impotente um acontecimento que vemos geralmente ser noticiado nos jornais ou nos programas da manhã da televisão nacional. Um fait-divers tristemente comum nos últimos anos, sendo que a história é sempre a mesma: um empresário foge para o estrangeiro deixando os funcionários da empresa em maus lençóis.

Desta vez, este fait-divers sucedeu na Póvoa de Lanhoso, numa empresa respeitada, presente há mais de 10 anos no mercado e que foi sempre sinónima de qualidade. Uma empresa cujo responsável perdeu totalmente a noção do que é ser um Homem e que pisou inúmeros valores. Assim, para além de não pagar os empregados há meses, para além de enganar e roubar clientes, para além de não pagar os fornecedores, esta imitação de Homem teve a covardia de não assumir os seus erros, de mentir descaradamente a todos e, talvez o mais grave, roubar a sua própria família, deixando pais, irmão, mulher e filha em situações mais do que difíceis.

Hoje, enquanto uns se unem para lutar pelos seus direitos junto do Tribunal do Trabalho, queria apenas testemunhar a minha compaixão e solidariedade para com esta família que foi enganada e, mais particularmente, ao pai que está de cama desde o dia em que o seu filho desapareceu.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Em Busca de Novos Desafios


Após dois anos e meio, decidi abandonar o cargo que ocupava na empresa onde trabalhava desde o final da licenciatura. Esta decisão não foi fácil tomar, pois investi-me num projecto no qual acreditei e acredito ainda hoje apesar das dificuldades que surgiram ao longo do caminho. Saio com a consciência de ter contribuído para o arranque desta empresa e de ter ajudado pessoas que me deram uma oportunidade e que considero hoje como amigos. A eles e aos meus antigos colegas de trabalho, desejo-lhes muitas felicidades para o futuro e espero que os bons momentos que vivemos juntos se repitam.
 
Em termos académicos, o primeiro ano do Mestrado em Economia Industrial e da Empresa chegou ao fim. Um ano que me surpreendeu por muitos motivos e que foi claramente positivo, tanto a nível dos conhecimentos adquiridos como a nível pessoal. Tive a sorte de fazer parte de uma excelente colheita e apesar de todos nos concentrarmos nas nossas teses a partir de Setembro, espero que possamos manter o espírito que nos caracterizou ao longo deste ano.
 
O presente passa então por dar um novo impulso à minha carreira profissional ao abraçar um projecto ambicioso onde consiga pôr em prática aquilo que aprendi ao longo dos anos e mostrar que sou um excelente profissional. Passa também por escrever uma tese de qualidade no âmbito de uma área que me interessa imenso. Por fim, e agora que a minha agenda está a ficar mais livre, vou dedicar mais tempo a mim próprio. Afinal também o mereço...
 
Vemo-nos por aí :-)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

1983


Em 1983, aconteceu/via-se/ouvia-se (ver os 3 primeiros minutos)...


E, há 27 anos atrás, pela hora do almoço (só podia, chama-se a isso destino...): Eu :-)

domingo, 1 de agosto de 2010

Artista do Mês: The Offspring

Meu querido mês de Agosto… Não, não se preocupem, não vou falar hoje de uma hipotética paixão que pudera ter para com o falecido Dino Meira. Nada disso! É só que o mês de Agosto tem um certo encanto: chegam os emigrantes que vos ensinam a falar “emigrês”, cheira a tempo de férias, diversão, praia e, como é óbvio, temos de adaptar as nossas bandas sonoras em função da estação. Que se lixem as músicas tristonhas dos dias de chuva, as músicas lamechas de Inverno que saboreamos aconchegados à cara-metade. O Verão pede música Rock, viva, mexida, dinâmica e, neste sentido, nada melhor que um som clássico vindo directamente da Califórnia e tocado por The Offspring.

Avisei que era um clássico… Aliás, esta banda tem quase a mesma idade do que eu, pois foi criada em 1984 por Dexter Holland et Greg Kriesel. Inicialmente, o nome da banda era Manic Subsidal e não era ainda composta por todos os elementos que conhecemos. Na composição da banda descobrimos que o Noodles foi escolhido não por causa dos seus talentos como guitarrista mas porque tinha 21 anos (idade legal para poder comprar álcool na Califórnia). E, depois de ter aprendido a tocar guitarra e com a chegada dos membros “definitivos”, a banda optou pelo seu derradeiro nome, em 1985. Logo a seguir, decidiram criar o seu próprio label musical (Black Label, em referência à cerveja do mesmo nome) e gravar o primeiro single intitulado I’ll be Waiting/Blackball.

Como era de suspeitar, os primeiros passos da banda foram difíceis, pois na altura ainda não se faziam bandas à pressão do tipo Tokio Hotel e só em 1992 é que os Offspring serão conhecidos, com o lançamento do álbum Ignition, sendo que este opus foi disco de ouro nos Estados-Unidos, na Austrália e no Canadá. A seguir a este álbum surgiu o famosíssimo Smash que lançou realmente a carreira da banda e que incluía títulos como Come Out and Play ou Self Esteem. No total, foram vendidos 16 milhões de exemplares o que foi (e talvez ainda seja) o récord de vendas para um álbum produzido por uma editora independente. Apesar de ter saído em 1994, continua a ser vendido e foi 6 vezes disco de platina nos Estados-Unidos.

Depois de Smash, a banda deixou o estilo puramente Punk para trás e começou por tocar músicas mais comerciais e o melhor exemplo disto é o álbum lançado em 1998 intitulado Americana que contém algumas das canções mais conhecidas do grupo como Pretty Fly (for a White Guy), Why Don’t You Get a Job? e The Kids Aren’t Alright. Virão a seguir os álbuns Conspiracy of One (Original Prankster, Want You Bad), Splinter (Hit That), Rise and Fall, Rage and Grace (Hammerhead, You're Gonna Go Far, Kid)

Para este ano estão ainda previstos um novo álbum cujo título You Will Find a Way deverá ser o primeiro single, e uma colectânea que incluirá, em princípio, conteúdos inéditos (remix, actuações ao vivo, etc.) e que está prevista para  este mês no Japão e cujo título seria Happy Hour.

Bendita a hora de ouvir novidades. Entretanto vamos matar saudades com alguns títulos apresentados nos vídeos…

Abraço