domingo, 26 de setembro de 2010

Luta Contra o Desemprego: Causa Nacional… Será Mesmo???

No seguimento do último post sobre a incompetência de uma funcionário do IEFP de Fafe, não podia deixar de falar da minha própria situação e do que a mesma senhora me disse no mesmo dia.

Vamos contextualizar um pouco o cenário… O meu irmão tinha sido mandado passear e assisti ao que aconteceu impávido e sereno embora só me apetecesse pedir o livro de reclamações. Contudo, pensei um pouco e lembrei-me que afinal de contas o desgraçado do meu irmão precisaria da ajuda daquela cambada de preguiçosos e que mais valia estar calado senão nunca viria o seu projecto ser aprovado.

Primeiro, a senhora olhou pra mim e reparou que segurava na mão a pasta do traje académico da UM. Perguntou-me se eu era professor ao qual respondi pela negativa e, a seguir, suspirou alto e comentou ela que já tinha recebido muitos naquele dia e que já estava farta. Relembro que no dia antes, tinham saído os resultados das colocações de Professores…

Num segundo momento, tomei a iniciativa de apresentar o meu caso, indicando que me tinha demitido do cargo que exercia e que queria registar-me. Sem demoras, a senhora deu-me uma folha que pediu-me para preencher. Assim o fiz e devolvi-lha passado uns breves minutos. Porém, quando lhe estendi a folha, a senhora ficou a olhar para mim do tipo “o que ainda tas aqui a fazer pah?” e indicou-me que aquele impresso era para ser preenchido pela empresa onde trabalhava. Respondi-lhe ao informá-la novamente que não tinha sido despedido e que a opção de deixar a empresa foi minha… “Não interessa”, disse ela.

Naquela semana ainda fui à empresa onde trabalhava e preenchemos tudo como devia ser… Na Quinta-feira seguinte, fui ao posto móvel da Póvoa de Lanhoso onde o funcionário que me atendeu perguntou-me o porquê de eu ter aquela folha comigo. Afinal de contas, não era preciso. “Ai mulheres…”, disse ele ao qual respondi que o problema da incompetência não tinha sexo.

Riu-se…

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quando os Brasucas nos Ensinam a Falar Português

O uso de pleonasmos...



O uso de palavrões...


Modéstia a parte, eu até lhes ensinava outros mais melhores bons bonitos :-)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Luta Contra o Desemprego: Causa Nacional… Será???

O diálogo que se segue é a transcrição do que sucedeu na delegação do IEFP de Fafe, pelas 15h40 no dia 31 de Agosto, cujos intervenientes eram uma recepcionista e o meu irmão. Na altura, estava no desemprego e pretendia criar o seu próprio negócio e beneficiar das ajudas do Estado para este tipo de situação.

Recepcionista: Boa tarde
Utente: Boa tarde! Queria saber se o Sr. XXX estava por cá…

Recepcionista: Sim, está, para que era?
Utente: Estou desempregado e queria estar com ele porque quero criar o meu próprio negócio e gostava que ele desse uma vista de olhos ao meu projecto antes de o submeter à aprovação do IEFP.

Recepcionista: Ah… Mas hoje não vai dar. Sabe, é final do mês, temos de fazer as contas para encerrar o mês e já são quase 16h. (Por informação, o horário de trabalho desta delegação vai até às 16h30)
Utente: Mas eu vim de propósito da Póvoa de Lanhoso por causa disso… (60 kms no total)

Recepcionista: Lamento… Mas se o senhor é da Póvoa de Lanhoso, uma posto móvel do IEFP está por lá todas as Quintas-feiras. Passe lá esta Quinta…
Utente: Ok, percebi… Obrigado, boa tarde

Recepcionista: Adeus, boa tarde.
***
Dito isso, ainda dizem que a luta contra o desemprego é uma causa nacional… Mas que treta! E não me venham mais falar do Simplex, por favor…

Uma vergonha!

sábado, 4 de setembro de 2010

Pedalar Atrás da Sua Adolescência...

Um dos aspectos mais curiosos e deliciosos em praticar cycling (ou RPM, no meu caso) tem a ver com a escolha das músicas usadas para criar as coreografias das aulas. De facto, pode-se ouvir um pouco de tudo: música actual, música mais antiga, música pop, música rock, etc.
 
Ultimamente, na nova coreografia que me tem feito suar muitas gotas surgiu uma música que já não ouvia há muitos anos, e numa versão remix. Vamos ver se ainda se lembram dela... 
É, não é?... Uma pessoa até se sente velho (a canção foi lançada em 1993, eh pah 17 anos...) mas, por outro lado confesso que fiquei com um largo sorriso por ouvi-la de novo, principalmente num contexto tão inesperado. Agora só falta mesmo ouvir os Venga Boys ou aquelas músicas que se ouvem nos carrinhos de choque nas festas das terriolas.
 
As aulas de RPM têm dessas coisas...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Artista do Mês: Scorpions

No passado dia 23 de Janeiro, uma banda mítica oriunda da Alemanha anunciou que iria despedir-se do público com um último álbum e uma gigantesca digressão para a tristeza de milhares de fãs: os Tokio Hotel. Estava a brincar! As pitas podem sossegar, os Tokio Hotel não disseram nada disso (infelizmente). Quem o disse foi o Klauss Meine, o líder dos Scorpions.

Antes de tudo, queria me indignar contra alguns críticos de revistas e rádios para pitas que comparam os Tokio Hotel aos Scorpions. Meus caros, deixem de ser estúpidos, deixem de comparar o que não pode ser comparado, poupem a vossa saliva e poupem os nossos ouvidos. É que se é para dizer parvoíces, mais vale estar calado… O único ponto em comum é que são bandas compostas por alemães e por membros supostamente machos (supostamente por causa do líder dos Tokio Hotel). De resto, esqueçam, mesmo.

Tal como no caso dos Queen ou dos AC/DC, acho que não há muito para dizer, pois acho que todos conhecem os Scorpions. É mais uma daquelas bandas que é capaz de juntar num concerto os fãs da primeira hora com os mais recentes. E isso, por si, já é um feito absolutamente brutal.

Entre 1965, data da criação da banda já com o nome definitivo, até este ano, os Scorpions produziram 17 álbuns para um total de 100 milhões de cópias vendidas pelo mundo (dados da www.billboard.com em 29/01/2010). No final, são 45 anos de carreira durante os quais a banda conheceu um ciclo de vida bastante curioso.


Curioso devido essencialmente aos seus primeiros passos na indústria musical, pois os Scorpions são o resultado de uma fusão entre duas bandas (Scorpions e Dawn Road). Antes disso, já teriam lançado um álbum e realizado uns concertos mas, pouco a pouco, ficaram sem músicos, daí terem tomado esta decisão. A partir de 1975, a banda conhece os seus primeiros grandes sucessos com o álbum In Trance e, a seguir, Virgin Killer cuja capa deu muito para falar na altura.

No final dos anos 70, a banda sofre umas ligeiras alterações perdendo nomeadamente o seu guitarrista para finalmente ser constituída por Klaus Meine, Rudolf Schenker, Matthias Jabs, Hermann Rarebell e Francis Buchholz, até 1992.

Entretanto, os Scorpions continuam a progredir e ser cada vez mais conhecidos, tanto na Europa como nos Estados-Unidos, por causa do seu estilo Hard-Rock que faz coabitar músicas Rock com canções românticas. Lovedrive, Animal Magnestism, Blackout são alguns dos álbuns produzidos na altura e que permitiram à banda alemã ser mundialmente conhecida.

A partir dos anos 90, com o surgimento de bandas como Metallica, Nirvana, ou ainda os Oasis, apenas os AC/DC e os Scorpions sobrevivem e conseguem ainda vender os seus álbuns. Porém, para tal, foi preciso mudar de estilo o que nem sempre é sinónimo de sucesso. E para travar esta fase menos boa da carreira, a banda decidiu inovar ao apresentar o álbum Moment of Glory onde ela é acompanhada pela Orquestra Filarmónica de Berlim. Nada de novo, pois o objectivo era de apresentar alguns dos títulos mais conhecidos acompanhados por uma orquestra de música clássica. Uns anos depois, foi em Portugal que os Scorpions decidiram inovar com o concerto Acoustica, gravado no Convento do Beato, em Lisboa, em 2001. Por fim, inovando ainda mais, decidiram realizar vários concertos na floresta Amazónia e lançar o vídeo Amazonia – Live in the Jungle cujas receitas foram distribuídas à Greenpeace para a ajudar a lutar contra a desflorestação naquela região do globo.

Embora o final de carreira não tenha sido tão brilhante que o início, a verdade é que os Scorpions contribuíram imenso para o desenvolvimento da música Rock. Ao fim de 45 anos de uma rica carreira, bem merecem descansar. Mas será que já existe um substituto? Por favor, não me digam os Tokio Hotel…

Alguns vídeos do Acoustica (made in Portugal) estão na secção “Vídeos”.

Enjoy