quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Artista do Mês: Scorpions

No passado dia 23 de Janeiro, uma banda mítica oriunda da Alemanha anunciou que iria despedir-se do público com um último álbum e uma gigantesca digressão para a tristeza de milhares de fãs: os Tokio Hotel. Estava a brincar! As pitas podem sossegar, os Tokio Hotel não disseram nada disso (infelizmente). Quem o disse foi o Klauss Meine, o líder dos Scorpions.

Antes de tudo, queria me indignar contra alguns críticos de revistas e rádios para pitas que comparam os Tokio Hotel aos Scorpions. Meus caros, deixem de ser estúpidos, deixem de comparar o que não pode ser comparado, poupem a vossa saliva e poupem os nossos ouvidos. É que se é para dizer parvoíces, mais vale estar calado… O único ponto em comum é que são bandas compostas por alemães e por membros supostamente machos (supostamente por causa do líder dos Tokio Hotel). De resto, esqueçam, mesmo.

Tal como no caso dos Queen ou dos AC/DC, acho que não há muito para dizer, pois acho que todos conhecem os Scorpions. É mais uma daquelas bandas que é capaz de juntar num concerto os fãs da primeira hora com os mais recentes. E isso, por si, já é um feito absolutamente brutal.

Entre 1965, data da criação da banda já com o nome definitivo, até este ano, os Scorpions produziram 17 álbuns para um total de 100 milhões de cópias vendidas pelo mundo (dados da www.billboard.com em 29/01/2010). No final, são 45 anos de carreira durante os quais a banda conheceu um ciclo de vida bastante curioso.


Curioso devido essencialmente aos seus primeiros passos na indústria musical, pois os Scorpions são o resultado de uma fusão entre duas bandas (Scorpions e Dawn Road). Antes disso, já teriam lançado um álbum e realizado uns concertos mas, pouco a pouco, ficaram sem músicos, daí terem tomado esta decisão. A partir de 1975, a banda conhece os seus primeiros grandes sucessos com o álbum In Trance e, a seguir, Virgin Killer cuja capa deu muito para falar na altura.

No final dos anos 70, a banda sofre umas ligeiras alterações perdendo nomeadamente o seu guitarrista para finalmente ser constituída por Klaus Meine, Rudolf Schenker, Matthias Jabs, Hermann Rarebell e Francis Buchholz, até 1992.

Entretanto, os Scorpions continuam a progredir e ser cada vez mais conhecidos, tanto na Europa como nos Estados-Unidos, por causa do seu estilo Hard-Rock que faz coabitar músicas Rock com canções românticas. Lovedrive, Animal Magnestism, Blackout são alguns dos álbuns produzidos na altura e que permitiram à banda alemã ser mundialmente conhecida.

A partir dos anos 90, com o surgimento de bandas como Metallica, Nirvana, ou ainda os Oasis, apenas os AC/DC e os Scorpions sobrevivem e conseguem ainda vender os seus álbuns. Porém, para tal, foi preciso mudar de estilo o que nem sempre é sinónimo de sucesso. E para travar esta fase menos boa da carreira, a banda decidiu inovar ao apresentar o álbum Moment of Glory onde ela é acompanhada pela Orquestra Filarmónica de Berlim. Nada de novo, pois o objectivo era de apresentar alguns dos títulos mais conhecidos acompanhados por uma orquestra de música clássica. Uns anos depois, foi em Portugal que os Scorpions decidiram inovar com o concerto Acoustica, gravado no Convento do Beato, em Lisboa, em 2001. Por fim, inovando ainda mais, decidiram realizar vários concertos na floresta Amazónia e lançar o vídeo Amazonia – Live in the Jungle cujas receitas foram distribuídas à Greenpeace para a ajudar a lutar contra a desflorestação naquela região do globo.

Embora o final de carreira não tenha sido tão brilhante que o início, a verdade é que os Scorpions contribuíram imenso para o desenvolvimento da música Rock. Ao fim de 45 anos de uma rica carreira, bem merecem descansar. Mas será que já existe um substituto? Por favor, não me digam os Tokio Hotel…

Alguns vídeos do Acoustica (made in Portugal) estão na secção “Vídeos”.

Enjoy

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