domingo, 24 de outubro de 2010

Desempregado e Feliz

Não há 2 sem 3, não é verdade? Por isso vou voltar a falar sobre o desemprego e sobre a minha vida actual mas, desta vez, não vou ser negativista. Vou ser o mais objectivo e sincero possível…

Quando tomei a decisão de abandonar a empresa onde trabalhava, não quis fazer como muitos me diziam e cuja ideia consistia em fazer um acordo com a chefia para ser despedido e receber dinheiro do Estado. Lamento imenso mas eu não sou desses. Costumo assumir as consequências dos meus actos…

O facto de não ter vencimento é algo que obviamente me preocupa embora não esteja necessitado. Contudo gosto ver a situação com um olhar optimista e é importante, na minha opinião, salientar o facto que não estou obrigado a comparecer no IEFP todos os 15 dias para mostrar que estou numa fase de procura activa de trabalho. Tal coisa seria uma pura mentira porque não estou activamente à procura de trabalho. Ou melhor, não estou assim tão desesperado ao ponto de aceitar qualquer proposta que o IEFP me possa fazer. Sem ofensa mas não quero ir para assistente de trolha ou assistente de electricista.

Estou mais inclinado em esperar por uma boa oportunidade de trabalho, uma daquelas pelas quais me sentiria motivado e, neste sentido, vou procurando. Entretanto, tenho tempo livre para me dedicar à minha tese de mestrado com a qual espero apresentar um excelente trabalho que me poderá eventualmente abrir algumas portas.

Em relação ao aspecto financeiro da coisa optei, como muitos amigos meus, por tirar o CAP e estou a aguardar ansiosamente pelo início da formação. Não que eu ache que vá aprender grande coisa mas, infelizmente, agora é preciso um papel para tudo… No final da formação, espero poder dar aulas a adultos em áreas onde penso ter legitimidade para actuar: Francês, Marketing e Comércio.

Com muito trabalho e um pouco de sorte, talvez consiga juntar a investigação académica com um trabalho que me confere alguma flexibilidade e uma maior auto-estima.

A ver vamos…

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Aumento do IVA

Atendendo ao facto que o leitinho com chocolate passa de 6% para 23% de IVA e que o vinho mantém-se a 13%, a lógica leva-me à conclusão de que o meu filho vai passar a levar Porta da Ravessa para a escola.

É matemático e isto confirma a famosa frase "tal pai, tal filho".

Agora tou pa ver as notas...

domingo, 17 de outubro de 2010

Falando de Atum...

Dizem que recordar é viver, por isso cá vai um vídeo que me marcou, assim como algumas das pessoas que andaram comigo na praxe...


Bons velhos tempos :-)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Não Toquem no Atum!!!

Segundo o jornal "O Público" e de acordo com a versão preliminar do Orçamento  do Estado para 2011, vários produtos vão deixar de ter a taxa reduzida de IVA (6%), passando à nova taxa que o Governo quer implementar de 23%.

É o caso dos leites achocolatados, as bebidas e sobremesas lácteas, dos refrigerantes, sumos e néctares de fruto e de utensílios e outros equipamentos destinados ao combate e detecção de incêndios.

Os livros, folhetos e outras publicações não periódicas de natureza cultural, educativa, recreativa e desportiva, brochados ou encadernados são integrados numa outra categoria, mantendo-se, por isso, sujeitos à taxa reduzida.

Entre os bens que pagavam uma taxa intermédia de IVA (13%), as conservas de carne, moluscos, frutas e produtos hortícolas vão passar a ter um imposto de 23%. Só as conservas de peixe ficam de fora. O mesmo vai acontecer com óleos alimentares e margarinas, os aperitivos e snakcs, flores ou plantas ornamentais.

Graças a Deus, ninguém vai tocar no preço da lata de atum... :-)

Para consultar o artigo, clicar aqui.

domingo, 10 de outubro de 2010

Pelas Ruas de Guimarães

Passei a tarde a (re)visitar a bela cidade de Guimarães, um sítio que fica relativamente perto de casa mas que não conheço tão bem como gostaria e deveria. Contudo, hoje foi dado um passo para corrigir este erro e, ainda por cima, tive direito a um guia agradável :-)

No labirinto das ruas estreitas dominadas por prédios antigos e requalificados, passámos por uma rua onde se encontrava uma casa peculiar e que poderão comprovar na foto abaixo.


Um prédiozinho aconchegado no meio de dois e cujas dimensões suscitaram-nos curiosidade.

Afinal Guimarães não se limita ao Castelo, ao Paços dos Duques e ao Largo da Oliveira…

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MEIE On Tour - Gran Canária (Oct. 2010)

Tudo começou assim:
- Olha, sabes uma coisa que seria altamente?
- Diz lá…
- Fazermos uma viagem de grupo, tipo uma viagem de finalistas com o pessoal do Mestrado.
- Tas tolo…

Alguns meses depois, o MEIE caminhou contra ventos e marés para pregar a palavra santa em terras espanholas, mais precisamente em Gran Canária.

A estadia por aquelas bandas poderia certamente ser alvo de um relatório extenso mas, para não sermos perseguidos pelas autoridades e os nossos familiares, ficarão apenas umas notas soltas que, mais tarde, serão complementadas por algumas fotos.

Assim, fiquem a saber que as praias são boas, que a água por aqueles lados é mais amena que as que temos por aqui; que todos os hotéis incluem pelo menos uma piscina; que as temperaturas são muito agradáveis e, não menos importante, a vida nocturna é intensa.

Em termos de preços, poderão encontrar soluções muito económicas se viajarem em época baixa, tanto na viagem (viva a Ryanair!) como na estadia, pois existe uma grande oferta de apartamento hotéis. De resto, alugar um carro é uma óptima solução para visitar a ilha, principalmente quando se sabe o preço do litro de gasóleo (0,74 euros).

A outra característica da ilha se situa nos preços de determinados bens de consumo. Assim sendo, para os fumadores, contem pagar 18 euros por um volume de Camel (as outras marcas mais comuns andam por aí). Existem também várias lojas onde poderão comprar perfumes baratos. Em caso de dúvida, comprem no aeroporto onde os preços são 40% mais baixos.

Por fim, no que diz respeito à alimentação, a oferta é diversificada e podem contar com um orçamento de 20 euros por pessoa e por refeição. Este preço inclui pratos de qualidade (paella, rodízio de carne, costeletão, etc.) acompanhados por vinho e outras bebidas alcoólicas.

No final de uma refeição bem carregada, poderão ainda beneficiar de um serviço curioso disponível na zona onde ficámos hospedados (Playa del Inglés): pesar-se. Sem exagero, existiam balanças nas ruas que estavam colocadas de 20 em 20 metros, todas elas presas por um cadeado. Ainda hoje não percebi o porquê. Caso alguém descubra, é favor iluminar-me…

Concluindo, creio que todos os participantes serão unânimes em dizer que foram umas férias muito bem passadas, que nos proporcionaram um excelente momento, ao permitir criar e/ou fortalecer laços entre os elementos do grupo. Já se falou na possibilidade de repetirmos a iniciativa. Estou disposto a ouvir ideias de destinos…

Abraço

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Artista do Mês: Francis Cabrel

O mês de Outubro é um dos meus preferidos porque coincide com o início do Outono, uma estação do ano que aprecio imenso por causa das cores que veste a natureza, pela temperatura menos quente que se faz sentir, pelo fim da euforia do Verão e o início de um novo ciclo. Há alguns anos atrás, numa aula de música, deparei com uma canção que achei espantosa que foi escrita e interpretada por um dos maiores artistas franceses: Francis Cabrel.

Este cantor nasceu no sul de França em 1953 numa família modesta e foi aos 13 anos que mostrou interesse pela música e mais concretamente depois de ouvir Like a Rolling Stone, um título assinado por Bob Dylan. Para Natal, recebeu uma guitarra por parte do tio e foi a partir deste momento que um jovem artista nasceu ao interpretar canções de Neil Young, Leonard Cohen e Bob Dylan. Com a adolescência, Francis Cabrel começa a actuar em bailes populares com várias bandas até que em 1974, ganhe um concurso organizado por uma rádio em Toulouse, ao interpretar “Petite Marie”.

Depois de ter ganho este concurso, as portas do universo profissional abrem-se para este artista atípico e que o levarão a actuar em vários países e a vender inúmeros exemplares dos seus discos. Um artista atípico em vários pontos. Digamos que se Francis Cabrel fosse um ortónimo de Fernando Pessoa, seria certamente Alberto Caeiro, pois trata-se de um artista cujas raízes estão profundamente enraizadas num mundo rural e simples, o que se pode notar nas suas canções.

Um artista tão atípico que teve direito a ser caricaturado pelos criadores do Contra-Informação Francês o que, para muitos, é considerado como sendo um verdadeiro sucesso. O vídeo que se segue é muito famoso e exemplifica perfeitamente o que acabo de dizer…



Na realidade, Francis Cabrel não é propriamente um dos meus artistas preferidos mas a verdade é que não fico insensível a algumas das suas canções e principalmente à poesia das suas letras e músicas. Uma simplicidade absoluta que mostra a todos os artistas e principalmente aos mais recentes que o talento não é uma questão de efeitos, de barulho ou de complexidade.

Na categoria “Vídeos” poderão comprovar tudo o que acabei de dizer…