quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Natal 2010

Todos os anos, por esta altura, não falha, estamos todos a pensar nas prendas que vamos oferecer para Natal. Acho que já faz parte da tradição… No meu caso, embora não tenha grandes problemas em ter ideias de prendas para os meus amigos, confesso a minha ignorância em relação aos meus pais. Nunca sei o que oferecer a pessoas que não desejam e que não parecem precisar de nada. Já agora, aceito sugestões...

A curiosidade disso tudo é que esta situação pela qual provavelmente todos nós passamos acontece também comigo, pois os meus amigos costumam não saber o que me oferecer. Infelizmente para eles, entre o ano passado e hoje, nada mudou. Continuo solteiro o que torna o exercício mais complicado, pois não possuem nenhum informador. Temos pena…

Mas, tal como no ano passado, e embora não goste disso, vou colocar aqui uma lista de ideias que, espero eu, vos poderão ajudar na vossa complicada tarefa. Agora surpreendam-me :-)

Ideias de prendas:
- Saco de desporto: o meu velhinho rasgou há pouco tempo e está a cair em pedaços;
- Phones: para usá-los na biblioteca e evitar assim usar os do leitor mp3 que me acompanham nas minhas longas sessões de passadeira no ginásio;
- The Godfather: seria fixe ter a colecção original em DVD;

Ideias de não prendas:
- Livros: ainda tenho dois que tenho de ler desde o mês de Agosto;
- Perfumes e assimilados: tenho coisa que chegue;
- Roupa: o meu guarda-fatos e a minha cómoda já estão cheios;
- Camisola do PSG: tenho uma, já chega;
- Telemóvel: o que tenho revelou ser uma excelente compra;
- Jogos PS2 ou PC: já não toco na Playstation há largos meses;
- Despertador: apesar das diversas pancadas que o meu tem levado, ainda não cheguei atrasado;
- Bebidas alcoólicas: deixei esta vida há algum tempo;
- Molduras para fotografias: não sou grande apreciador de fotos espalhadas pela casa;

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Música para Funeral

E quando chegar a altura de rumarmos para um mundo melhor, que música escolheríamos para nos acompanhar na nossa última viagem?

Segundo um estudo conduzido pela maior rede de casas fúnebres de Inglaterra (Co-operative Funeralcare), My Way de Franck Sinatra é a música preferida dos Ingleses. A seguir encontramos Wind Beneath My Wings interpretada por Bette Midler, e Céline Dion com o título My Heart Will Go On. A notar que nesta classificação, podemos também encontrar títulos como Angels do Robbie Williams, I Will Always Love You da Whitney Houston, ou ainda Another One Bites The Dust dos Queen. Para trás ficam títulos de música clássica como Requiem, Nimrod, Ave Maria e Nessun Dorma.

O mesmo estudo foi realizado a nível europeu e a música que lidera esta classificação é The Show Must Go On dos Queen, seguido por Stairway to Heaven dos Led Zeppelin e, Highway to Hell dos AC/DC em terceira posição.

E agora surge a inevitável questão: Qual seria a vossa música de eleição?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Babies

No outro dia, após ter visto 40 minutos de um filme que me deu uma vontade fenomenal de adormecer, decidi ver um documentário made in France intitulado Babies. Confesso que não tinha expectativas em relação ao filme e talvez seja por isso que fiquei agradavelmente surpreendido.

Antes de mais, convém apresentar o filme… Trata-se basicamente de uma visão do que é ser um bebé em vários sociedades no século XXI. Assim, observamos os primeiros passos de dois gémeos na Namíbia, outro na Mongólia, outro no Japão e, por último, nos Estados-Unidos.

Antevê-se diferenças claras mas o documentário não tem como objectivo criticar uma ou outra sociedade, nem mesmo dizer qual a melhor. Nesta lógica, e para o público não ser influenciado, não existem narradores e isto leva-nos a estar mais atentos e simplesmente observar.

Um filme que vale a pena ser visto e que vos fará pensar, sorrir, rir e perceber que na vida existem várias realidades. E nestas realidades diametralmente opostas, nem tudo o que é mau numa é obrigatoriamente mau noutra…

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Devaneio Bibliotecário

Em sete anos de vida universitária, nunca passei tanto tempo na Biblioteca Geral da Universidade do Minho (BGUM) como nas últimas semanas. Nem quando tive de realizar um trabalho sobre a economia dentro da literatura com dois colegas de licenciatura. Nem mesmo quando escrevi o relatório do meu estágio curricular. Talvez seja o sinal de uma certa evolução e maturidade académica. Ou não… De qualquer forma, ao longo das horas e tardes passadas sentado naquele local, vou observando várias coisas que me chamaram à atenção.

O primeiro ponto tem a ver com o facto do espaço da BGUM não ter evoluído ao longo dos anos. São sempre as mesmas estantes que parecem guardar os mesmos livros e estar a proteger as mesmas mesas e as mesmas cadeiras. É de referir que estas cadeiras não são amigas daqueles que gostam estar encostados, quase deitados, pois têm tendência em inclinar-se para trás de forma assustadora. Os alunos vão passando mas a BGUM resiste ao tempo, nem mesmo quando o número de alunos que frequentam o campus de Gualtar aumentou sensivelmente ao longo destes anos. Pelos vistos, uma ampliação está prevista. Já não era sem tempo, mas pronto, mais vale tarde do que nunca…

O segundo ponto vem na continuidade do primeiro e tem também a ver com o espaço da BGUM e mais concretamente com aquelas cabines que estão coladas às paredes e que permitem a um aluno trabalhar de forma isolada. Aliás, “isolada” não seria o termo correcto. Optaria antes por enclaustrado, porque aquilo parece mais uma cela do que um local de estudo. A não ser que estejam todos a ler um livro proibido, ou uma revista que não está presente no catálogo da biblioteca… Aliás, diz-se que muitas vezes, estas cabines não são usadas com finalidades de estudo teórico mas mais destinadas para trabalhos manuais. Não sei se é verdade ou não, nem se estou a ser muito claro mas pronto, não adiantarei mais nada sobre o assunto.

O terceiro ponto diz respeito à forma como os alunos se organizaram para reservar um lugar. Ora, pelos vistos, nada mais simples… Se fores um aluno que esteve a estudar de manhã, sozinho numa mesa, e queres voltar a ocupar exactamente o mesmo sítio depois de teres almoçado na cantina, teres tomado um café e fumado umas brocas na esplanada do CPIII, nada mais fácil, deixa uma caneta, uma folha ou, na loucura, um caderno em cima da mesa. Ninguém te irá tirar o lugar… Ninguém menos eu, porque passo-me com estas coisas e tenho o maior prazer em pegar nesta tralha toda, desfazê-la em mil pedaços e atirá-la pró lixo, principalmente quando se trata de um caderno cheio de exercícios científicos acabadinhos de fazer, onde ainda dá para notar as gotas de suor que caíram enquanto lutavas para encontrar a maldita solução. Que gozo... Porque, meus caros, há que ter um pouco de consideração para aqueles que também precisam trabalhar e que não podem estar na biblioteca às 9h em ponto. É uma questão de educação. Até parece que custa muito pegar no material todo, colocá-lo na mochila e voltar antes que haja a famosa enchente das 14 horas.

O quarto ponto é, sem dúvida, o meu preferido e tem a ver com os heróis que deixam os seus computadores em cima das mesas, como se nada fosse, enquanto vão almoçar ou tomar café. No meu tempo de licenciatura, nem se deixava uma Pen de 128Mb na mesa, mas agora, são computadores de topo, Pens de 8 e de 16 Gb, discos externos, Iphones, Ipods, e companhia limitada. Sim senhor, os tempos mudam. Mas o mais engraçado é quando este pessoal deixa o PC na mesa com a sessão terminada. Meus caros, desde quando “Terminar Sessão” é um sistema anti-roubo? Acordem pra vida…

Bem, já disse o que tinha para dizer e que me pesava na alma. A ver se para a semana há mais… E para quem quiser assistir a um workshop grátis intitulado “Como se comportar numa biblioteca”, é favor aparecer na BGUM, da Segunda a Sexta, a partir das 13h30.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Artista do Mês: The Cranberries

Por vezes, ao virar de uma esquina, deparamo-nos com uma música que já não ouvíamos há muito tempo. Já todos passámos por isso e aconteceu-me no outro dia, na fila de um fast-food em Guimarães, numa altura em que voltei no tempo até aos anos 90. Uma viagem que me levou novamente para a Irlanda, ao som de Ode to My Family dos Cranberries.

Os cranberries estão na moda, pois parece que é um fruto que tem excelentes virtudes para a nossa saúde. Isto são os especialistas que o dizem e, atendendo ao preço ao quilo, espero bem que seja benéfico… Mas pronto, dito isso, falemos então da banda de Lemerick onde os quatro membros do grupo se conheceram no final dos anos 80.

Os Cranberries são então constituídos pelos irmãos Hogan (Noel e Mike), Fergal Lawler e a carismática Dolores O’Riordan. A vocalista torna-se no elemento fundamental da banda não apenas por causa da sua voz mas também devido ao seu talento na escrita das letras sendo que Linger será o primeiro título a ser redigido por ela. Inicialmente conhecidos a nível local, decidem enviar várias cassettes com os títulos Linger e Dreams junto das editoras para finalmente assinar um contrato na Island Records, editora na altura dos U2. Nada mau…

Em 1993, é lançado o álbum Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We onde o público poderá encontrar os títulos Dreams e Linger. Contudo, nenhuma dessas canções dá nas vistas. Só passaram a ter sucesso quando actuaram como primeira parte de artistas nos Estados-Unidos o que levou a MTV a apostar neles ao tratar da difusão regular do vídeo clipe de Linger. Passado poucos dias, o single alcançou o oitavo lugar das vendas nos Estados-Unidos enquanto o álbum era vendido no final do ano a mais de 1 milhão de cópias (até 1999 venderam-se mais de 7,5 milhões).

A seguir, no Outono de 1994, é lançado o famosíssimo No Need to Argue que será vendido a mais de 3 milhões de cópias até ao final daquele ano sendo que o tema mais famoso do álbum e talvez da banda, Zombie, tenha contribuído imenso para alcançar este sucesso. Forte deste triunfo, a banda inicia uma digressão mundial e ainda irá gravar um concerto Unplugged para a MTV. Mais tarde, os álbuns To the Faithful Departed, Bury the Hatchet e Wake-up and Smell the Coffee não serão tão bem sucedidos.

Muitas vezes o insucesso leva a uma separação das bandas, definitiva ou momentânea e, no caso dos Cranberries, a segunda opção foi privilegiada em 2003 para cada um mudar de ares e se dedicar às suas respectivas carreiras a solo.

No mês de Agosto do ano passado, a vocalista anunciou o regresso da banda com uma digressão nos Estados-Unidos onde voltaram às origens, cantando músicas maioritariamente presentes nos primeiros álbuns. Aliás, isto tanto se podia observar na escolha das canções como também noutros aspectos, mais físicos, sendo o corte de cabelo da Dolores O’Riordan o elemento mais característico, recordando assim o corte que ela usava o início da década de 90. É de salientar que esta digressão voltou a trazer a banda para o velho continente, com várias datas em grandes cidades e em festivais célticos.

Agora, no que diz respeito a um novo álbum, parece que será preciso esperar para 2011. Esperemos que os Cranberries façam o que sabem fazer de melhor e que a cantora continua a escrever aquelas letras politicamente fortes, e que as vendas deste novo opus se adicione aos 38 milhões de discos vendidos até hoje.

Para acabar, e como sempre, encontrarão algumas grandes músicas na categoria “Vídeos”.

Abraço