segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Artista do Mês: The Cranberries

Por vezes, ao virar de uma esquina, deparamo-nos com uma música que já não ouvíamos há muito tempo. Já todos passámos por isso e aconteceu-me no outro dia, na fila de um fast-food em Guimarães, numa altura em que voltei no tempo até aos anos 90. Uma viagem que me levou novamente para a Irlanda, ao som de Ode to My Family dos Cranberries.

Os cranberries estão na moda, pois parece que é um fruto que tem excelentes virtudes para a nossa saúde. Isto são os especialistas que o dizem e, atendendo ao preço ao quilo, espero bem que seja benéfico… Mas pronto, dito isso, falemos então da banda de Lemerick onde os quatro membros do grupo se conheceram no final dos anos 80.

Os Cranberries são então constituídos pelos irmãos Hogan (Noel e Mike), Fergal Lawler e a carismática Dolores O’Riordan. A vocalista torna-se no elemento fundamental da banda não apenas por causa da sua voz mas também devido ao seu talento na escrita das letras sendo que Linger será o primeiro título a ser redigido por ela. Inicialmente conhecidos a nível local, decidem enviar várias cassettes com os títulos Linger e Dreams junto das editoras para finalmente assinar um contrato na Island Records, editora na altura dos U2. Nada mau…

Em 1993, é lançado o álbum Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We onde o público poderá encontrar os títulos Dreams e Linger. Contudo, nenhuma dessas canções dá nas vistas. Só passaram a ter sucesso quando actuaram como primeira parte de artistas nos Estados-Unidos o que levou a MTV a apostar neles ao tratar da difusão regular do vídeo clipe de Linger. Passado poucos dias, o single alcançou o oitavo lugar das vendas nos Estados-Unidos enquanto o álbum era vendido no final do ano a mais de 1 milhão de cópias (até 1999 venderam-se mais de 7,5 milhões).

A seguir, no Outono de 1994, é lançado o famosíssimo No Need to Argue que será vendido a mais de 3 milhões de cópias até ao final daquele ano sendo que o tema mais famoso do álbum e talvez da banda, Zombie, tenha contribuído imenso para alcançar este sucesso. Forte deste triunfo, a banda inicia uma digressão mundial e ainda irá gravar um concerto Unplugged para a MTV. Mais tarde, os álbuns To the Faithful Departed, Bury the Hatchet e Wake-up and Smell the Coffee não serão tão bem sucedidos.

Muitas vezes o insucesso leva a uma separação das bandas, definitiva ou momentânea e, no caso dos Cranberries, a segunda opção foi privilegiada em 2003 para cada um mudar de ares e se dedicar às suas respectivas carreiras a solo.

No mês de Agosto do ano passado, a vocalista anunciou o regresso da banda com uma digressão nos Estados-Unidos onde voltaram às origens, cantando músicas maioritariamente presentes nos primeiros álbuns. Aliás, isto tanto se podia observar na escolha das canções como também noutros aspectos, mais físicos, sendo o corte de cabelo da Dolores O’Riordan o elemento mais característico, recordando assim o corte que ela usava o início da década de 90. É de salientar que esta digressão voltou a trazer a banda para o velho continente, com várias datas em grandes cidades e em festivais célticos.

Agora, no que diz respeito a um novo álbum, parece que será preciso esperar para 2011. Esperemos que os Cranberries façam o que sabem fazer de melhor e que a cantora continua a escrever aquelas letras politicamente fortes, e que as vendas deste novo opus se adicione aos 38 milhões de discos vendidos até hoje.

Para acabar, e como sempre, encontrarão algumas grandes músicas na categoria “Vídeos”.

Abraço

1 comentários:

António Campos Soares disse...

Boas recordações desta grande banda!
Era com os hits desta banda que o pessoal geralmente acordava no seminário!
Bons gostos! =)
Abraço