quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dar Voltas ao Pensamento e Esperar o Melhor

Gosto de surpresas, mas apenas das boas, daquelas que sabem bem, agradáveis, lindas, doces… Gosto ser surpreendido quando não estou nos meus dias, quando a minha boa disposição é um mísero disfarce que esconde mágoas, tristeza e melancolia. E estas surpresas sabem ainda melhor quando são o fruto do azar, quando surgem do nada. Alguns dirão que é o destino… Tanto faz, não me interessa discutir questões filosóficas. Deixemos isso para outra altura.

As surpresas que mais gosto são aquelas cuja beleza ilumina tudo em sua volta, cujo som de voz me sossega e cujo riso me alegra. São aquelas que se descobrem devagar, por medo de estragar, que se saboreiam pouco a pouco para fazer durar o prazer. São aquelas que, depois de já ter perdido o estatuto de surpresas, continuam a provocar os mesmos deliciosos efeitos.

Também são aquelas que nos fazem ser crianças outra vez, que despertam aspectos positivos e desconhecidos em nós. São aquelas novidades nas nossas vidas que receamos perder e que gostaríamos ter sempre connosco. São aquelas que partilham as suas vivências e que nos fazem sentir fazer parte de alguma coisa, algo maior, algo melhor.

É aquela que me envia um smiley no Messenger e que me deixa contente para o resto da noite. É aquela cuja felicidade me faz feliz. É aquela com a qual gostaríamos estar mais vezes e tornarmo-nos numa surpresa agradável para ela também.

Infelizmente, por vezes, as surpresas podem ser apenas doces ilusões.
 
Quem me dera que esta minha surpresa me desse um sinal: um smiley, uma frase de apresentação, um email, uma sms, uma chamada, um toque… Seria, com certeza, uma agradável surpresa.

Surpreende-me…

2 comentários:

Anónimo disse...

Estás a ficar um grande escritor, rapaz!
Gostei mesmo muito de ler este post!
Abraço,
André

Cristóvão disse...

Fico contente por saber que gostaste ler este post e espero que desfrutes dos outros devaneios.
Grande abraço!