sexta-feira, 22 de abril de 2011

Boa Páscoa

Aproveito este post para desejar a todos uma Boa e Santa Páscoa. Independentemente da importância que cada um conceda a este momento do ano, espero que o passem da melhor forma possível e que sejam felizes.
A minha Páscoa é este ano passada com a Kika, a cadela psicadélica do meu irmão. 60 cm de doudeira montada em 4 patas e coberta de pêlo em tons de castanho e branco. Já agora, eis uma foto…


Dia 1:
Como os donos a abandonaram para passar este fim-de-semana prolongado em Madrid (mea culpa), fiquei responsável por ela. É com prazer e algum receio que a recebo na minha casa. Prazer porque trata-se de uma cadela divertida, animada e fofa. Receio porque é capaz de se atirar à mobília para afiar a dentuça. Carvalho Francês, nada melhor...

Mas pronto, esta experiência está a correr bem… Para já, andou a redescobrir o local, mas sei perfeitamente que ela só pensa em fugir para passear no jardim e farejar um novo universo. Talvez isto aconteça amanhã em função do tempo. De resto, estivemos a ver Bones e acho que ela gostou, principalmente quando via esqueletos enormes e branquinhos aparecerem na televisão. Acho que ela nunca viu tantos ossos na vida dela :-)

Ainda aproveitámos para jogar com uma bola de ténis e a corda (brinquedo preferido dela que, neste momento é na realidade um simples resto de corda) mas tenho de admitir que é difícil cansá-la. Daqui a pouco vamos todos pró ninho e espero bem que ambos consigamos dormir como bebés. Mas antes disso, ainda vou comer um iogurte e cheira-me que ela não me vai largar até a deixar lamber os restos...

Dia 2:
A noite começou mal, pois a Kika não gostou da ideia de dormir na garagem sabendo que eu estaria mesmo por cima dela a dormir na minha cama. Está mal habituada... Finalmente, por volta das 3h30, fui buscá-la e a partir daí, conseguimos dormir em condições. Graças a Deus, ela não ressona :-)

Mal acordei, deu para reparar que as pilhas Duracell já estavam carregadas. Uma noitinha de sono e o animal salta em tudo o que lhe aparece à frente. Neste caso, tratava-se das minhas pernas que vão guardar sequelas durante alguns dias. Depois de vestir um par de calças, toca a correr e procurar a corda para brincar sem me deixar tempo para lavar a cara ou mesmo comer qualquer coisa. É só alegria logo pela manhã!

Como o tempo estava de sol, deixei-a explorar o jardim e foi engraçado vê-la saltar no meio da relva à procura de uma bola de ténis, farejar tudo o que lhe passa à frente e assustar-se com insectos. Um estado de semi-liberdade que usufruiu durante quase todo o dia, até começar a trovejar. Foi aí que decidi voltarmos para dentro de casa jantar e, a seguir, ver a final da Taça da Liga.

Dia 3:
Hoje, dia de festa católica, foi provavelmente também um dia de festa para a minha amiga de quatro patas, pois a Kika teve direito a convívio e a refeições à moda portuguesa. Ou seja, almoçou fora (na casa da minha tia que mora aqui em frente, mas não deixa de ser "fora"), comeu cabrito assado e teve direito a sobremesa. Uma refeição à patrão... 

À tarde, ainda teve o prazer de explorar o resto do jardim e o campo, brincar com a corda e a bola de ténis, ladrar a torto e a direito, ver televisão, receber os miminhos do Rui e da Sílvia e, por fim, ainda teve direito a outra refeição à patrão, pois foi ao colo do Nélson. Basicamente, uma vida de Raínha. Só lhe faltava beijar a cruz... Aproveita bem porque a festa acaba amanhã!

Dia 4:
E o fim-de-semana de borga e festa acabou para a minha amiga de quatro patas. Um último dia celebrado no meio das flores do campo a farejar tudo e mais alguma coisa e a saltar para tentar apanhar insectos voadores. E, a seguir uma boa refeição a base de croquetes e de peru, voltou a casa para aguardar pacientemente pelos donos que chegariam no início da noite. Se tudo correr bem, em Junho haverá mais...

sábado, 16 de abril de 2011

Talheres, Babetes e Grunhidos

Há poucas semanas atrás, concretizei o sonho de qualquer dona de casa portuguesa quando cheguei ao lado da minha mãe e disse-lhe, num tom solene: “Mãe, acho que estou a ficar magro… Alimenta-me como deve ser.”

Naquele preciso momento, não sei muito bem o que aconteceu na cabeça dela mas imagino que deva ter sido algo parecido com o fogo-de-artifício da Madeira pela passagem de ano. Ou seja, uma explosão de alegria, faíscas por todos os lados, uma doudeira total. O brilho que vi nos olhos dela não podia enganar ninguém. Acabava de fazer daquela mulher uma pessoa feliz e realizada, pois tinha-lhe dado carta-branca para me rechear, tal um peru na altura de Natal.

O mais certo é toda a gente saber do que estou a falar, pois a minha mãe não é um caso isolado. Na realidade, conheço muitas “mamãs portuguesas” que todas têm em comum uma vontade/felicidade terrível em ver-me comer como um boi. Lamento, mas não existem adjectivos ou melhores analogias do que esta para descrever o que eu e outras pessoas passamos. Dessas “mamãs”, posso citar grande parte das minhas tias (principalmente duas e ambas mulheres de taxistas para não citar aqui o nome delas) que poderiam estar sentadas durante horas a ver-me engolir o que vai passando pela mesa com um largo sorriso. E, neste contexto socio-cultural, a minha mãe não é excepção à regra...

Aliás, quando ela se junta a uma das irmãs, cuidado que não estão para brincadeiras. Seriam capazes de pôr um anoréctico a comer um cabrito inteiro ou um vegetariano a engolir um leitão. Nem se fala das sobremesas porque aí entramos num campo de batalha onde poucos foram aqueles que sobreviveram para contar o que lá se passa. É algo brutal, algo capaz de vos fazer engordar uns 7 kgs numa semana, ou seja, 1 kg por dia. Alguém imagina isso?

Já vos estou a ouvir: “Oh, mas isso é porque também ficas o dia todo deitado no sofá senão não seria tanto”. Errado!!! Ginásio todos os dias com direito a treino cardiovascular de 40 minutos e, mesmo assim, lá vão 7 kgs pra cima da balança. Imaginem se não praticasse desporto…

Só para terem noção, vou aqui contar um acontecimento verídico e que teve lugar em Dezembro, na hora do almoço. A minha mãe tinha preparado pescada cozida para ela e para o meu pai (comida saudável embora pouca saborosa) e, sabendo que não sou muito apreciador, preparou não uma alternativa mas sim duas. Quais eram elas: uma alheira e duas postas bem granditas de salmão. Na altura pensei que íamos receber um convidado mas não, era tudo para mim. Claro, isto depois de ter comido as habituais entradas e sabendo que, para sobremesa, haveria aletria, rabanadas e outros doces de Natal. Estão a visualizar o filme, não estão?

Naquela altura, não tinha feito o tal pedido para ser alimentado, por isso devem facilmente imaginar o que aconteceu há algumas semanas atrás. Se calhar não... Primeiro passo, fomos às compras e fui carregado como uma mula: 4 sacos de comida pendurados em cada braço para um total de cerca de 20 kgs. Segundo passo: correr a cidade de uma ponta à outra para tratar de assuntos e aproveitar para queimar calorias e abrir o apetite. Terceiro passo: sentar-se à mesa, colocar a babete à volta do pescoço, afiar a faca, verificar o resto dos talheres, confirmar que haverá bebida suficiente para ajudar a engolir tudo o que vai aparecer. Quarto passo (mais uma vez, lamento a expressão): abrir as goelas e deitar abaixo.

E isso, meus caros, duas vezes ao dia sendo que à noite era pior porque aparecia o meu pai que também é um bom garfo. Criava-se ali uma espécie de espírito de competição em nada saudável mas que se lixe… Naquele momento, o papel da mulher limita-se a ser o de servente e a fazer conversa, à qual os dois animais respondem por grunhidos. Ao fim de dois ou três pratos, lá se desaperta o botão superior das calças para encher mais o bandulho e, no final, num esforço terrível, chega o momento de se deitar no sofá. Olha-se para o relógio e pensa-se: “Jasus”, amanhã há mais…

Haja saúde!

domingo, 10 de abril de 2011

Jornadas de Línguas Aplicadas 2011


Ao longo dos anos, o Núcleo de Estudantes de Línguas Estrangeiras Aplicadas tem organizado as Jornadas do curso, permitindo trazer o universo dos profissionais das línguas estrangeiras aos estudantes. Este ano, com um formato mais extenso e claramente mais propício ao convívio e networking, acredito que a organização do evento colocou a fasquia muito alta em termos de qualidade (tanto em termos de conteúdos científicos como em termos de actividades culturais) e, neste sentido, estamos todos de parabéns.

Queria então aproveitar este espaço para agradecer a presença dos diferentes oradores que se mostraram acessíveis e desejosos de partilhar os seus conhecimentos e competências com o público.

A nível pessoal, gostaria de testemunhar a minha gratidão ao Danilo Nogueira e à Kelli Semolini pelas suas dicas ligadas à tradução em geral, às ferramentas de tradução assistida por computador e à boa disposição natural que contagiou toda a gente. Queria agradecer também a Chris Durban pelas suas sugestões que me serão certamente úteis no âmbito da minha tese de Mestrado. E, last but not least, agradecer a Rosário Valadas, Virginia Gurrea e Maria Marques pelas conversações enriquecedoras.

Creio que falarei em nome de todos os membros da organização ao dizer que serão sempre bem-vindos a Braga e à Universidade do Minho e esperamos que o nosso próximo encontro não seja devido ao acaso.

E, por fim, para acabar este post com um toque leve, deixo aqui o vídeo da banda sonora das Jornadas de Línguas Aplicadas 2011.


Abraço a todos!

PS: Marcos, boa sorte pró ano... Mas já sabes que podes contar com o nosso apoio ;-)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Votem Nas Putas Porque Nos Filhos Não Deu Certo

Resumindo o pensamento dos excelentíssimos José Sócrates, Pedro Passos Coelho, Francisco Louçã e companhia limitada, o povo tem de se preparar para sofrer...


Bem, estamos prontos!!!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Artista do Mês: Savage Garden

A indústria da música é estranha e fascinante ao mesmo tempo. Tanto consegue produzir artistas que não valem nada e que se aguentam anos e anos, como produzem outros que, embora tenham talento, vão infelizmente desaparecer da circulação. Eu sei que a noção de talento é extremamente subjectiva mas existem casos caricatos… Mas deixemos os mais engraçados para outra altura. Hoje apetece-me falar de uma banda que surgiu no final dos anos 90, uma banda australiana que conheceu um enorme sucesso antes de se separar, os Savage Garden.

Quem não se lembra desta banda? Quem não se lembra de uma famosíssima canção que circulava pelo mundo em 1997 e que fazia derreter os corações das meninas? Quem não se lembra dela numa altura em que os nossos ouvidos eram aterrorizados pelos Backstreet Boys, os Hanson, os Aqua, os Boyzone e as Spice Girls? Nada de boyband ou girlband ou de irmãos em fase de puberdade… Tratava-se apenas de dois rapazes que tocavam música de verdade.

Estes dois rapazes chamam-se Darren Hayes (vocalista) e Daniel Jones (instrumentos), ambos oriundos de Brisbane em Austrália. Conheceram-se em 1993 quando o segundo fazia parte de uma banda composta por ele e os seus irmãos chamada Red Edge, sendo que esta precisava de um cantor. Neste sentido, colocaram um anúncio num jornal local ao qual Darren Hayes respondeu (reza a lenda que foi o único…). Pouco tempo depois, os Red Edge separaram-se e foi no seguimento desta dissolução que o Darren e o Daniel formaram um dueto chamado Savage Garden em homenagem à obra “The Vampire Chronicles” de Anne Rice onde a autora escreve “The mind of each man is a savage garden”.

O primeiro trabalho dos Savage Garden apareceu em 1995 com o primeiro single I Want You, que foi o mais vendido naquele ano na Austrália. Seguiram-se To The Moon and Back no final de 1996 e Truly, Madly, Deeply em 1997. Com este sucesso no mercado australiano, o primeiro álbum da banda foi comercializado no resto do mundo, sendo que o single I Want You alcançou o 11º lugar nos charts britânicos e que Truly, Madly, Deeply foi a canção mais tocada nas rádios dos Estados-Unidos. Ainda em relação a esta canção é importante salientar que conseguiu tirar Candle in the Wind de Sir Elton John do primeiro lugar que ocupava há 14 semanas. Nem a Lady Diana resistiu...

Pessoalmente, gostei muito desta música como também do vídeo, pois era uma espécie de passeio por uma cidade que adoro. Alguns poderão dizer que é muito lamechas e que é uma música para meninas mas, meus caros, a verdade é que esta canção tal como outras do género são impulsionadores de grandes momentos de romantismo adolescente. Deixo-vos meditar sobre isso…

Em 2000, o segundo álbum da banda foi lançado com o título Affirmation onde podemos destacar títulos como I Knew I Loved You, Crash and Burn, Hold Me e Animal Song, sendo que este último faz parte da banda original do filme “The Other Sister” (acho que nunca vi este filme…). Este novo opus foi outro grande sucesso, conquistando vários discos de platina na Austrália e no resto do mundo. Fortes de dois álbuns que receberam críticas positivas, era de esperar que os Savage Garden preparassem um novo trabalho mas nada disso aconteceu.

Apesar da carreira desta banda seguir um rumo positivo, os seus membros decidiram separar-se em 2001 por motivos ainda hoje estranhos. Desde então, cada um trabalha em projectos pessoais, uma colectânea foi lançada em 2005 e não se ouve falar de um possível regresso.

Talvez os membros do grupo voltem um dia a trabalhar juntos mas entretanto, poderão matar saudades com alguns vídeos que ficam aqui ao lado…