terça-feira, 24 de maio de 2011

Fumar Mata

Não sou fumador, não gosto do cheiro a tabaco em geral e ainda menos quando este está entranhado na minha roupa. Contudo, odeio ouvir certos discursos, ideias parvas e frases feitas que circulam por aí.

Por exemplo, há algum tempo atrás li um artigo publicado numa revista séria dizendo que, segundo os entendidos, “um em cada dois fumadores morre”. Ou seja, segundo estes mesmos entendidos e na minha interpretação, os não fumadores são seres imortais e devem provavelmente andar por aí com espadas escondidas entre a roupa e a cortar cabeças uns aos outros…
 
Da mesma forma, não posso aceitar ver que ainda exista a menção “FUMAR MATA” nos maços de tabaco. Lamento mas esta afirmação é uma pura mentira... E, gramaticalmente, não sei até que ponto a frase está correcta, pois já li que o presente do indicativo exprime um facto que ocorre no momento em que se fala
. Ou seja, segundo esta lógica, mal se leva um cigarro à boca, o fumador morre, como quando uma mosca inala uma boa dose de Mafu... Isto pode provavelmente ser o caso se o fumador for uma pessoa com uma doença pulmonar em fase terminal mas pronto. “FUMAR PODE MATAR”, aí sim já concordo.

Mas a verdade é uma, se começarmos a entrar por esta onda, temos de aplicar esta regra a muitos outros casos. Afinal TUDO pode matar… Por exemplo, comer em excesso pode matar, certo? Mas garanto-vos que não comer também mata. Disso podem ter a certeza absoluta.

Logo, o verdadeiro slogan deveria ser o que diz uma T-shirt que um amigo me ofereceu: “VIVER MATA”. Filosoficamente bonito e óbvio... Lamento informar mas, mal nascemos, sabemos que corremos o risco de morrer mais tarde ou mais cedo, sejamos nós fumadores ou não.

Devaneio a parte: Fumar, para além de custar uma pipa de massa, prejudica a vossa saúde assim que a dos outros por isso não fumem ;-)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Bebedês

Todas as aldeias têm um café onde os bêbedos vão lá parar. A certa altura, conheci um sujeito que trabalhava num desses locais há largos anos, facto que o levou a começar a falar como os seus clientes. O homem nem deu conta disso e, pouco a pouco, começou a contrair as palavras e a falar o que eu chamo de Bebedês.

Pude verificar isso quando um borracholas da terriola que tinha deixado crescer o bigode apareceu no café, sendo que o empregado lhe perguntou: “Ei, tas crexe godé?” (Transcrição: Ei, tas a deixar crescer o bigode, é?) Não é que o sujeito percebeu logo à primeira… Confesso que fiquei admirado e chocado com o que tinha acabado de assistir. Afinal, andamos nós a pronunciar todas as sílabas de todas as palavras para quê quando duas ou três chegam? E este exemplo que acabei de dar é meramente ilustrativo. Poderia dar outros mas não seria tarefa fácil por escrito…

A verdade é que ao fim de vários meses de treino intensivo, posso dizer que falo Bebedês. Consigo interpretar tudo o que um bêbedo possa dizer (grunhidos incluídos). Ah pois é meus amigos, não é poliglota quem quer!

Por exemplo, quando vêem um pobre desgraçado na rua, de garrafa de vinho tinto na mão, chamando por si dizendo: “Ei, taz-m vir’brão!?”, vocês não devem entender isso como “Ei, tas-me a ouvir cabrão!?” mas sim como “Caro Senhor, agradecia que prestasse alguma atenção em relação ao que lhe quero dizer”. A seguir, “Dá-m nheiro da piute!!!” não deverá ser entendido por “Dá-me dinheiro filho da puta!” mas sim “Estaria grato se me emprestasse um ou dois euros, quantia suficiente para me permitir constituir um capital indispensável para a aquisição de uma nova garrafa desta bebida com a qual me deleito”. Caso este pedido seja rejeitado, o mais certo será ele responder “Pró raio t’foda!”, expressão que seria erradamente interpretada por “Vai pró caralho que te foda!”. Na realidade, o homem estaria a dizer “Que pena não poder aceder ao meu pedido. Contudo, e apesar das nossas divergências de opinião, recomendo vivamente o senhor entrar urgentemente em contacto com a população masculina grega.”

Até parece simples, não é? Um dia desses, havemos de fazer um workshop… Nada melhor que a prática para aprender como deve ser. E em tempos de Enterro da Gata, não há momento mais propício para isso :-)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

4 de Maio de 1999: A Noite em que Paris Vibrou

But pour le Paris Saint-Germain! But marqué par le numéro 9: Marco SIMOOOOOONNNNEEEEE!!!!!!!!!





Ainda hoje me arrepio :-)

domingo, 1 de maio de 2011

Artista do Mês: Xutos e Pontapés

Há alguns anos atrás, associava quase de forma automática o mês de Maio aos dias feriados, à Primavera e aos momentos passados nas esplanadas a beber uma cerveja com os amigos. Mas isso mudou quando comecei a estudar na Universidade do Minho. Agora, se me falarem de Maio, penso logo no Enterro da Gata. Alguns dirão que é exagerado mas os meus amigos de noitadas universitárias concordarão comigo em dizer que se trata de um marco nas nossas vidas e, na minha opinião, o Enterro da Gata é uma tradição como qualquer outra. 

Os anos podem passar, o local de peregrinação pode até mudar, mas o prazer está sempre presente. Diferente de ano em ano mas este não deixa de existir, o que por si já é algo extraordinário. E como em cada tradição ou momento solene, existe um auge, um momento mais marcante que os outros. E como hoje quero falar de música, falarei do marco do Enterro da Gata: os Xutos e Pontapés.

Alguns poderão criticar a minha opção e dizer que o momento alto do Enterro da Gata é a actuação do Quim Barreiros porque todas as Queimas das Fitas destinam-se aos estudantes e, neste contexto, o Quim é uma espécie de Santo Padroeiro. Porque não... Respeito todas as opiniões mas acho que aqui é pura e simplesmente uma questão de gostos. Na realidade gosto da noite do Quim porque trata-se de um concerto de diversão pura, de caralhadas e de alusões tendenciosas. Basicamente, tudo o que eu gosto, mas…

Mas, meus caros, os Xutos são os Xutos! Venha quem vier, esta banda mítica do Rock Português federa gerações, arrasta multidões em todo o lado, e dá um espectáculo fantástico ano após ano. Há bocado falava de um auge e o concerto dos Xutos é exactamente isto. Se falássemos em termos Católicos, eu diria que este concerto equivale ao momento da comunhão. Porque é bonito ver jovens e adultos reunidos, porque é lindo vê-los a cantar em uníssono temas que fazem parte da cultura Portuguesa (muitos destes temas mais velhos que uma grande parte dos espectadores), e porque muitas letras dos Xutos são intemporais e aplicam-se às nossas realidades.

Geralmente costumo apresentar uma banda ou um artista neste pequeno espaço mas hoje não farei nada disso porque acho totalmente inútil. Todos já sabem quem são os membros que constituem a banda, a sua história e a sua actualidade. Por isso não direi mais nada e deixo apenas uns vídeos aqui ao lado para ficarem com água na boca.

Sexta-feira, dia 13 de Maio, EU VOU!