sábado, 18 de junho de 2011

Irlanda

A Irlanda é, no meu entender, um país de contrastes. Por um lado temos a Irlanda que nos apresenta os filmes de Hollywood, ou seja uma terra onde o verde é a principal cor, onde as pessoas orgulham-se de ser Irlandeses e estão sempre bem-dispostas, e onde o folclore está bem presente. E, por outro lado, existe um ovni nesta paisagem que responde ao doce nome de Dublin. Esqueçam o sossego das planícies e das colinas! Dublin é uma pequena cidade que ferve no final do dia, quando os pubs abrem as suas portas ao mundo.

Confesso que estava com algum receio antes de viajar para a Irlanda. Tinha medo de chegar lá e verificar que as imagens semeadas aqui ali pela indústria cinematográfica americana eram falsas. O cinema tem tendência em tornar tudo bonito, vender sonhos, sendo que criamos expectativas altas e, por vezes, ficamos desiludidos. Mas desta vez, tal não aconteceu e a Irlanda é, sem dúvida, um país lindo. Uma excursão de um dia rumo às falésias de Moher, passando nomeadamente por Limerick e Gallway permitiu fazer um curto apanhado do que é este país e, acima de tudo, de encher o olho. Estas famosas falésias, candidatas às 7 Maravilhas do Mundo, são incrivelmente esplendorosas. Dominar o mar de tão alto e ver aquela imensidade por baixo dos nossos pés faz com que nos sintamos ridiculamente minúsculos. É uma sensação incrível…


Bastante tempo antes de rumar para a Irlanda, pensei que esta viagem seria apenas e exclusivamente dedicada a Dublin. Só depois de fazer uma pesquisa pormenorizada cheguei à conclusão que a cidade era pequena e que o mais provável seria visitar o essencial em dois dias. Contudo, não é por ser pequena que esta cidade deixa de ser interessante, antes pelo contrário. Mas a verdade é que de Dublin, irei essencialmente recordar para muitos anos o que vivi à noite no famoso Temple Bar.

Temple Bar é o nome de um pub mas também da zona mais animada de Dublin. Um espaço dedicado à música, à boa disposição e à festa (bem regada, de preferência), sendo que esta combinação funciona lindamente no cenário que são os bares tradicionais irlandeses. Em termos de música, cada esquina é aproveitada para se tocar guitarra, violino, ou qualquer outro instrumento. Todos os bares onde entrei propunham música ao vivo tocada por artistas talentosos, acompanhados por guitarras, e que se davam ao luxo de tocar canções pouco prováveis naqueles sítios (o genérico de Baywatch, Eye of Tiger, por exemplo) mas que toda a gente entoava com alegria e boa disposição. Em paralelo, tocavam-se também canções típicas como Whiskey in the Jar ou outras que nunca soube o nome :-)

Por estar longe de casa, num ambiente totalmente diferente, acho que as pessoas acabam por se soltar mais facilmente e deixam-se levar pelo espírito festivo daquele sítio. Assim, podemos em poucos minutos conhecer pessoas vindo dos quatro cantos do mundo, trocar impressões, brindar e imortalizar este espírito com uma fotografia.

Resumindo: uma experiência fantástica a 2h30 do Porto. Aproveitem e entretanto desfrutem das fotos que vou colocar aqui ao lado.

Abraço

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