domingo, 9 de outubro de 2011

Sundae com Batata Frita


Hoje estou muito feliz porque, finalmente, já não me sinto só… Descobri com grande prazer e surpresa que não era o único a gostar de comer Sundae de chocolate com batata frita no Mc Donald’s.

Os meus amigos de licenciatura lembram-se seguramente da cara que fizeram quando me viram comer esta mistura pela primeira vez no Mc Donald’s junto à Universidade do Minho. Pelo menos, eu lembro-me perfeitamente dos comentários :-)

E mais, para além desta pessoa gostar de comer Sundae com batata frita, ela também não gosta de cogumelos, e o Ice-tea preferido dela é o de manga.

Resumindo, encontrei a minha alma gémea gastronómica. Agora estou curioso para conhecer o resto…

I'm lovin' it :-)

sábado, 1 de outubro de 2011

Artista do Mês: Jean-Jacques Goldman

Há muito tempo que não falava aqui de artistas franceses mas, já que estou a passar uns dias pela minha aldeia natal, achei oportuno corrigir esta situação. Desta vez, optei por falar de um artista que me acompanha e encanta há muitos anos e que, pouco a pouco, de álbum em álbum, tornou-se no meu cantor Francês preferido. Abram alas para Jean-Jacques Goldman.

E a verdade é uma, nunca um apelido encaixou tão bem com uma pessoa. Embora esta minha afirmação seja subjectiva e totalmente parcial, todos devem reconhecer o talento deste artista que transforma em ouro tudo o que toca. Em consequência, isto torna a minha tarefa complicada, pois cabe-me resumir uma carreira excepcional. Mas vamos lá tentar…

 
De um ponto de vista cronológico, a carreira de Jean-Jacques Goldman começa de forma bastante original num conjunto paroquial chamado Red Mountain Gospellers para, mais tarde, continuar em duas bandas de garagem (The Phalansters e Taï Phong). Com esta segunda banda aparece o primeiro sucesso mas este será efémero, pois o grupo separa-se em 1979 o que leva o artista a iniciar uma carreira a solo. E é aqui que as “coisas sérias” começam…

O primeiro álbum, tal como o segundo incluirão vários dos seus maiores sucessos como “Il Suffira d’un Signe”, “Quand la Musique est Bonne”, “Comme toi” e “Au Bout de mes Rêves”. Mais tarde, em 1985, seguirão os títulos “Je Marche Seul”, “Pas toi” e o título franco/inglês “Je te Donne”, interpretado com Michael Jones. Todos estes títulos que já têm todos perto de 30 anos continuam a ser tocados em público e é sempre impressionante ver os fãs da primeira hora entoarem estas canções ao lado dos mais jovens…
Forte destes sucessos, iniciou-se uma digressão bem sucedida embora esta tenha sido muito criticada pelos jornalistas da altura que viam em Goldman um simples cantor para “adolescentes”. E, pelos vistos, este momento não foi esquecido, pois o artista decidiu colocar na página central do seu best-of vários artigos destes jornalistas. Aposto que estes tenham gostado da atenção…

De regresso aos estúdios, o cantor lançou mais canções de sucesso como “Elle a Fait un Bébé Toute Seule”, “Puisque tu Pars” e “Là-bas”. Neste álbum, Goldman acaba por contratar uma corista americana chamada Carole Fredericks que, pouco tempo depois, ocupará um lugar de destaque em termos artísticos.

De facto, no seguimento de outra digressão na qual o cantor convidava os seus músicos a participar activamente em palco, nasceu um trio multiétnico constituído por um membro Americano, outro do País de Gales e de outro de França. Assim nasceu o grupo “Fredericks, Goldman & Jones”. Desta colaboração nascerão dois álbuns, nomeadamente um intitulado “Rouge” que foi lançado em 1993 e que é seguramente um dos meus opus preferidos por encontramos títulos que foram gravados em Moscovo com o Coro Militar Russo. Impressionante…

Após uma digressão do trio que combinou actuações em grandes salas e outras mais íntimas, Goldman volta aos estúdios em 1997 para trabalhar no álbum a solo intitulado “En Passant”. Claramente mais acústico e intimista que os anteriores, destacarei os títulos “On Ira”, “Nos Mains”, “Bonne Idée” e “Sache que Je”. Outra digressão de sucesso…

Em 2001 é lançado o álbum “Chansons pour les Pieds” no qual o artista desafiou-se escrever músicas com sonoridades totalmente diferentes, desde o Zouk (ritmo das Antilhas) ao Disco, passando pela Gigue (dança tradicional francesa). Uma aposta musical bastante arriscada mas da qual Goldman sairá grande vencedor.

Para além dos álbuns a solo e das suas colaborações com o trio, Jean-Jacques Goldman é também (re)conhecido por escrever inúmeras canções para outras artistas francófonos. O principal destaque destas colaborações vai para a Céline Dion, para quem escreveu vários álbuns e nomeadamente o excelente “D’eux” onde encontramos o famoso “Pour que tu m’aimes encore”. Para além de Céline Dion, encontramos outros cantores como Johnny Hallyday, Garou, Patrice Fiori, e muitos outros…

Em paralelo a estas actividades artísticas, Goldman mostra todos os anos ser um homem de grande coração ao organizar o espectáculo da associação “Restos du Coeur” que existe desde os anos 80 para ajudar os mais necessitados ao dar-lhes uma refeição quente por dia de forma totalmente gratuita. Para tal, Goldman junta todos os anos dezenas de artistas para realizarem um grande espectáculo cuja integridade das receitas (espectáculos, CD, DVD) vão directamente para os cofres da associação que, infelizmente, tem cada vez mais trabalho.

Resumindo… Um grande artista, um coração enorme e um talento incrível que poderão descobrir aqui ao lado.