sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Onde Caem os Nossos Olhos?


Observem a foto seguinte… Esta foi publicada ontem no jornal Le Parisien que, num pequeno estudo, perguntou aos seus leitores qual a parte do corpo que olhavam em primeiro numa mulher. Sem surpresa, os homens afirmaram ser o peito. Por sua vez, as mulheres responderam curiosamente que olhavam para as mãos, procurando uma possível aliança. Estranho, não é?


Ora bem, eu não sei como foi realizado este estudo mas tenho algumas críticas e observações.

Ponto 1: Acho que os homens não olham em primeiro para o peito das mulheres. Creio que esta ideia é um mito e uma caricatura. Falo por mim mas, antes de nada, observo a pessoa de forma geral, dando ênfase à cara. Afinal, a beleza de uma pessoa reside essencialmente no rosto, certo? Depois, não vou mentir, é claro que o peito é um aspecto que prezo. E, não minhas senhoras, o tamanho não é algo assim tão importante como vocês parecem pensar.

Ponto 2: Olhando para esta foto, é óbvio que qualquer homem vai olhar para o peito. Já repararam nas dimensões dos seios? Digamos que saltam (literalmente) à vista… Com certeza, se a foto fosse de uma mulher "comum", os resultados poderiam ser diferentes.

Ponto 3: As mulheres olham em primeiro para as mãos, à procura de um anel? Que raio de conversa é esta… Isto só pode ser mentira. Tenho a certeza absoluta que, tal como qualquer ser humano, repararam nos seios daquela senhora. E, depois de analisar as respectivas dimensões, começaram a criticar o facto de não serem seguramente verdadeiros. A seguir aos seios, debruçaram-se sobre a boca...

Enfim, é mais um daqueles estudos inúteis que consegue promover o jornal criando um buzz. Assim, só ontem, na televisão francesa, este estudo foi comentado pelo menos 3 vezes. Imaginem só nas cabeleireiras e nos cafés da esquina…

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Aeroportos - Take 2


Quem me conhece sabe que adoro viajar e que tenho um certo “fetiche” com os aeroportos, as suas regras de segurança, as suas particularidades e, claro, com os aviões. Aliás, não é a primeira vez que falo sobre este tema e a última viagem fez-me pensar e recordar alguns pormenores.

Por incrível que pareça, quando era petiz costumava ter medo de andar de avião. É engraçado como as coisas mudam, não é? Lembro-me que me agarrava ao banco com toda a força, olhava firme para frente, não pensava em ler ou ouvir música e olhar para a janela nem sequer era opção. Antes pelo contrário, verificava se o colete salva-vidas estava bem posicionado por baixo do banco e, claro, ouvia religiosamente as indicações da tripulação. E hoje, apesar de já não ter medo de andar de avião, a verdade é que tinha razões mais do que legítimas para ter algum receio.

Antes de mais, e por muito que se diga que é normal os aviões voarem, eu tinha (e ainda tenho) algumas dificuldades em assimilar esta informação, pois não achava normal aquela coisa de várias toneladas passear pelos ares como se nada fosse. Contudo, por algum milagre físico, esta proeza tornou-se possível mas mesmo assim ainda tinha mais razões para ter medo.

Por exemplo, nunca ninguém questionou a escolha da palavra “terminal” para designar um aeroporto. Será que ninguém achou esta escolha um pouco duvidosa? Sinónimos de “terminal” seriam: “Final de Linha”, “The End”, “Game Over”… É só optimismo!

Outro exemplo… Quando o avião aterrava, eu ficava surpreendido e assustado sempre que ouvia os passageiros baterem palmas. Quer dizer, dá a sensação que ninguém previa que a manobra corresse bem ou que, pelo menos, existiam sérias dúvidas relativamente às competências do piloto. A brincar a brincar, um dia, só por causa disso, o piloto ainda se vai entusiasmar, vai ficar tão feliz da vida que nem vai estacionar o aparelho. Vai mas é voltar a dar gás e levantar novamente voo.

Por causa disso tudo preferia claramente andar de comboio, pois achava este meio de transporte mais fiável. Mas, depois do 11 de Setembro já ninguém se podia queixar da falta de segurança nos aeroportos. Entre a requisição do meu corta-unhas, as apalpadelas e os raios X, falo por mim mas sinto-me seguríssimo. Aliás, por causa disso, já sei onde ir quando precisar de fazer um exame médico. Acredito que, hoje em dia, os aeroportos tornaram-se nos concorrentes mais directos dos centros hospitalares no que diz respeito aos raios-X e às colonoscopias.

Enfim, aguardo ansiosamente pela próxima viagem. Assim, na brincadeira, vou agir como o Mr Bean no filme, só para ver o que poderá acontecer. Não percam o próximo episódio porque nós também não :-)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Artista do Mês: Aerosmith

Estive quase duas semanas a ouvir música clássica de manhã à noite enquanto trabalhava em frente ao meu PC para limar pormaiores da minha tese de Mestrado. Ninguém me obrigou. Digamos que é um tipo de música que me permite estar concentrado sem permanecer num silêncio demasiado triste. Agora que tenho mais tempo pela frente antes de entregar a minha “obra-prima”, está decidido, não ouço mais Wagner, Mozart, Vivaldi e companhia tão cedo. E hoje, para celebrar, vou ouvir música reles, daquela que não tem nada a ver com a melodia pura de instrumentos tocados por uma orquestra sinfónica. Hoje, meus amigos, chegou a altura de voltar a ouvir um clássico da música Rock. Senhoras e senhores, abram alas para os Aerosmith.

Ao contrário do que inicialmente pensava, o aparecimento dos Aerosmith nasceu da fusão de duas bandas que costumavam tocar num bar do New Hampshire chamado The Barn. E, no seguimento desta reunião de talentos e de alguns ajustes, a banda começou por tocar na zona de Boston, nomeadamente junto da comunidade estudantil. É neste contexto que a banda ganhou protagonismo até assinar um primeiro contrato com a Columbia em 1972. Um ano depois, o primeiro álbum é lançado onde encontramos o título Dream On. Apesar de esta canção ser, hoje, uma das mais conhecidas, a verdade é que ela conheceu inicialmente apenas um sucesso local. O mesmo se aplica ao segundo álbum mas, graças a uma série de concertos, o público torna-se cada vez mais presente e fiel.

Uma mudança de produtor, em 1974, permitiu aos Aerosmith dinamizar uma carreira que parecia ser promissora. Assim, títulos como Same Old Song and Dance ou Train Kept A-Rollin’ podem ser encontrados no álbum Get Your Wings. A seguir, foi com Toys in the Attic que a banda mudou de dimensão. De facto, com os títulos Walk This Way ou Sweet Emotion, os Aerosmith conhecem a fama, da mesma forma que os Led Zeppelin ou os Rolling Stones. Um ano depois, em 1976, com mais um álbum, a banda inicia a sua primeira digressão mundial. O sucesso continua à porta apenas até ao final dos anos 70, por causa de alguns problemas ligados ao consumo excessivo de drogas.

Em consequência, algumas mudanças nos elementos do grupo serão realizadas até ao início dos anos 80. Assim, para não perder protagonismo, a banda decide lançar uma colectânea que conhecerá um grande sucesso e que, ainda hoje, é vendido nos quatro cantos do mundo. Contudo, os anos 80 não serão muito profícuos em termos de álbuns até 1986. Naquele ano, os Aerosmith decidiram reinterpretar o título WalkTthis Way com os Run DMC. Embora eu não seja muito amante desta associação Rap/Rock, a verdade é que esta ideia permitiu à banda dar novamente a conhecer-se e conquistar um novo público. Em consequência, os álbuns seguintes aproveitaram esta nova onda de sucesso e encontramos títulos mundialmente conhecidos como Dude (Looks Like a Lady), Angel, Janie’s Got a Gun, Love in an Elevator, etc.

 
Com esta sucessão de êxitos, os Aerosmith voltam a estar nos lugares cimeiros das tabelas de vendas o que os leva a entrar em força nos anos 90 que serão, sem dúvida, anos de grande sucesso. Um período que começa com uma colectânea de 3 CD’s designada por Pandora’s Box e com o álbum Get a Grip que será o maior sucesso da banda. É nomeadamente neste opus que encontramos alguns dos títulos mais conhecidos da banda como, Eat the Rich, Livin on the Edge, Cryin’, Crazy e Amazing. A seguir, uma digressão mundial de 18 meses será organizada, com um total de 240 datas. Passada esta série louca de concertos, os membros do grupo decidem parar e gozar um tempo com as suas respectivas famílias até 1997 quando os Aerosmith voltam aos estúdios para lançar o álbum Nine Lives. E claro, em 1998, em simultâneo com o filme Armageddon, é lançado o título I Don’t Want to Miss a Thing. Um sucesso colossal que vai lançar a banda para o século XXI.

Em 2001, Just Push Play aparece nas lojas, impulsionado por títulos como Jaded ou Fly Away From Here. No ano seguinte, uma nova compilação aparece no mercado e em 2003 o grupo vai para a estrada com os Kiss. As grandes digressões são deixadas de lado uns anos até 2007 e hoje em dia, com mais de 40 anos de carreira, o grupo parece preparar um novo álbum que tem data prevista de estreia para Maio de 2012.

Daqui lá, convido-vos a ver os vídeos aqui ao lado para refrescarem as vossas memórias…