terça-feira, 15 de novembro de 2011

Aeroportos - Take 2


Quem me conhece sabe que adoro viajar e que tenho um certo “fetiche” com os aeroportos, as suas regras de segurança, as suas particularidades e, claro, com os aviões. Aliás, não é a primeira vez que falo sobre este tema e a última viagem fez-me pensar e recordar alguns pormenores.

Por incrível que pareça, quando era petiz costumava ter medo de andar de avião. É engraçado como as coisas mudam, não é? Lembro-me que me agarrava ao banco com toda a força, olhava firme para frente, não pensava em ler ou ouvir música e olhar para a janela nem sequer era opção. Antes pelo contrário, verificava se o colete salva-vidas estava bem posicionado por baixo do banco e, claro, ouvia religiosamente as indicações da tripulação. E hoje, apesar de já não ter medo de andar de avião, a verdade é que tinha razões mais do que legítimas para ter algum receio.

Antes de mais, e por muito que se diga que é normal os aviões voarem, eu tinha (e ainda tenho) algumas dificuldades em assimilar esta informação, pois não achava normal aquela coisa de várias toneladas passear pelos ares como se nada fosse. Contudo, por algum milagre físico, esta proeza tornou-se possível mas mesmo assim ainda tinha mais razões para ter medo.

Por exemplo, nunca ninguém questionou a escolha da palavra “terminal” para designar um aeroporto. Será que ninguém achou esta escolha um pouco duvidosa? Sinónimos de “terminal” seriam: “Final de Linha”, “The End”, “Game Over”… É só optimismo!

Outro exemplo… Quando o avião aterrava, eu ficava surpreendido e assustado sempre que ouvia os passageiros baterem palmas. Quer dizer, dá a sensação que ninguém previa que a manobra corresse bem ou que, pelo menos, existiam sérias dúvidas relativamente às competências do piloto. A brincar a brincar, um dia, só por causa disso, o piloto ainda se vai entusiasmar, vai ficar tão feliz da vida que nem vai estacionar o aparelho. Vai mas é voltar a dar gás e levantar novamente voo.

Por causa disso tudo preferia claramente andar de comboio, pois achava este meio de transporte mais fiável. Mas, depois do 11 de Setembro já ninguém se podia queixar da falta de segurança nos aeroportos. Entre a requisição do meu corta-unhas, as apalpadelas e os raios X, falo por mim mas sinto-me seguríssimo. Aliás, por causa disso, já sei onde ir quando precisar de fazer um exame médico. Acredito que, hoje em dia, os aeroportos tornaram-se nos concorrentes mais directos dos centros hospitalares no que diz respeito aos raios-X e às colonoscopias.

Enfim, aguardo ansiosamente pela próxima viagem. Assim, na brincadeira, vou agir como o Mr Bean no filme, só para ver o que poderá acontecer. Não percam o próximo episódio porque nós também não :-)

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