Para o primeiro “Artista do Mês” de 2012, decidi que seria
de bom-tom começar o ano com um colosso da música internacional. E, assim,
optei por um cantor carismático e fora de série, cuja voz é inconfundível:
Frank Sinatra.
Eu já sei o que alguns devem estar a pensar mas é verdade,
tanto ouço música Rock como Jazz ou ainda música clássica. E, sinceramente,
tenho orgulho nesta diversidade de estilos musicais. No que diz respeito a
Sinatra, só vos posso dizer que sabe bem ouvir aquela voz, principalmente
depois de um longo dia de trabalho. Não há nada como sentar-se no sofá, ter um
copo na mão (de preferência com uma bebida alcóolica dentro), pôr um CD dele a
tocar e desfrutar. Meus amigos, acreditem, isto é um momento de puro prazer.
Mas, voltando ao assunto principal, convém apresentar o Artista
como merece. Assim, Francis Albert Sinatra nasceu no dia 12 de Dezembro de 1915
em New Jersey e faleceu em Maio de 1998 em Los Angeles. E, no caso de alguém
não saber quem é Frank Sinatra e ter dúvidas em relação ao seu pedigree, fica
aqui o registo de vendas de discos: 150 milhões. Querem melhor?
Contudo, a carreira de Sinatra não deve ser vista apenas de
um ponto de vista musical, como também de um ponto de vista cinematográfico.
Afinal, estamos a falar de um artista que actuou em tempos totalmente diferentes.
Enquanto, hoje, um “artista” dá nas vidas num concurso televisivo, nos anos 30
era preciso suar. Ou, como diria uma senhora aqui da terra, “é preciso comer
muita broa”… E, naquele tempo, a noção de “cantor” tinha uma certa nobreza. Uma
nobreza que abria as portas de Hollywood e da celebridade como foi o caso para
outros artistas daquela geração.
Em consequência, nos anos 30, Frank Sinatra começa a criar a
sua identidade musical ao actuar com vários músicos, tal como Harry James ou
Tommy Dorsey. Só mais tarde, nos anos 40, é que o cantor começa a actuar a
solo. É assim que em 1943 Sinatra se produz no Paramount Theatre de Nova Iorque
e, no seguimento deste espectáculo que foi um grande sucesso, será contratado
para aparecer num filme.
Entre 1943 e 1952, ao assinar um contrato com a Columbia,
cerca de 300 canções serão gravadas. Em paralelo, a carreira cinematográfica
ganha impulso quando assina um contrato com a MGM, o que o leva a desempenhar o
papel principal em vários filmes como Higher and Higher, Step Lively, ou ainda
Anchors Aweigh. Naquele momento, Sinatra foca-se apenas no cinema, o que tem
consequências muito positivas. Assim, em 1945, o rapaz de New Jersey realiza e
interpreta uma curta-metragem que será premiada com um Óscar.
No início dos anos 50, Sinatra volta a cantar, escrevendo e
interpretando a canção I’m a Fool to Want You dedicada à sua melhor na altura,
Ava Gardner. É ainda nesta altura que Sinatra assina um contrato com a editora
Capitol, um período que corresponde ao auge da sua carreira musical, composto
por centenas de canções. Porém, o cinema nunca é deixado de lado, pois em 1954,
Sinatra recebe um segundo Óscar para a sua interpretação no filme From Here to
Eternity.
Em 1956, é gravado o título I’ve Got You Under my Skin que é
uma das canções mais conhecidas do artista. A seguir, seguem-se várias
aparições em diferentes filmes onde Sinatra costuma cantar vários títulos. Em
1961, o artista cria a sua própria editora e é neste contexto que serão
lançadas as canções Strangers in the Night e My Way.
Apesar dos anos, Sinatra continua a cantar e a colaborar com
alguns dos maiores artistas da actualidade como, por exemplo, Aretha Franklin
ou os U2. Este final de carreira de cerca de 60 anos será selado em 1995 com um
último concerto em Tokyo.
Para além dos aspectos musicais, Sinatra é também conhecido
pela sua vida sentimental atribulada e seria claramente insultá-lo acabar este
post sem falarmos sobre as suas conquistas femininas. No total, Sinatra teve
quatro esposas e vários filhos. Nancy Sinatra, por exemplo, optou por seguir as
pisadas do pai. É com ela que Sinatra intepreta a canção Something Stupid.
Frank Sinatra Jr, por sua vez, optou
também pela música e tornou-se chefe de orquestra.
Mas, para resumir e concluir, nada melhor do que ouvir as
músicas aqui ao lado.

























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