quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Artista do Mês: Robbie Williams

O início do ano correu bem, digam lá? Começar 2012 com Frank Sinatra é qualquer coisa mas agora torna difícil apresentar aqui outro artista. No entanto, lembrei-me que há algum tempo atrás, ouvi um comentário que comparava o crooner com outra artista mais contemporâneo e que, à partida, não tem nada a ver. Achei a transição demasiada boa para a deixar de parte e, como se trata de um artista que aprecio, acredito que chegou a hora de nos debruçar sobre o Robbie Williams.

Falar de Robbie Williams sem começar pelo início seria quase um insulto. Por isso, vamos relembrar que este cantor fez e faz novamente parte dos Take That. Acho que todos conhecem pelo menos uma canção desta boyband inglesa, uma das primeiras que apareceu no início dos anos 90. Apesar de ter colocado 8 músicas no primeiro lugar das tabelas das vendas britânicas, o sucesso dos Take That durou pouco tempo. Isto de querer criar bandas à pressão e criar uma moda tem que se lhe diga… Resultado, em 1995, Robbie Williams é convidado a abandonar o grupo devido ao seu estilo e personalidade que, pelos vistos, não estavam em sintonia com os outros membros do grupo. De facto, enquanto a boyband pretendia divulgar uma imagem de meninos do coro, Robbie Williams queria antes veicular uma imagem de bad-boy. Basta ver a foto abaixo… Dizem os entendidos que esta imagem estava essencialmente relacionada com as suas relações com os Oasis e os famosos irmãos Gallagher. Ao tornar-se um próximo da banda, Robbie Williams desligar-se de vez dos Take That mas também receber umas canções para iniciar uma carreira a solo. Porém, nada disso aconteceu e, em vez de iniciar uma carreira de cantor, o ex-Take That iniciou uma carreira de drogado e de alcoólico não anónimo.


No dia 26 de Junho de 1996, Robbie Williams dá o pontapé de saída desta tão desejada carreira com o remix de Freedom, inicialmente interpretado por George Michael. No ano seguinte e após uma cura de desintoxicação, segue-se Old Before I Die. Estas duas canções colocaram-se em segundo lugar nas tabelas classificativas inglesas, um excelente resultado para o cantor, que podia preparar calmamente o primeiro álbum Life Thru a Lens.

Este primeiro álbum não recebeu a melhor crítica de sempre mas este primeiro opus incluía uma bomba musical, o ex-libris do Robbie Williams, aquela música que toda a gente quer ouvir (inclusive nos funerais): Angels. Um título que propulsa o álbum para os lugares cimeiros dos charts britânicos e que confere ao artista celebridade. Mas desta vez, só ele estará sob o foco da fama. Por exemplo, em 1998, cerca de 80 000 pessoas entoam esta canção em coro num concerto dado em Glastonbury. E, durante a 25ª edição dos Brit Awards, a canção Angels recebeu o prémio de “melhor single dos últimos 25 anos”. Nada mau…

Aproveitando este sucesso, o segundo álbum começa a ser preparado e, em Outubro de 1998, é lançado I’ve Been Expecting You. Com este álbum, Robbie Williams começa a penetrar o mercado europeu enquanto os Estados Unidos parecem insensíveis. Assim, por exemplo, o título Millenium alcança o primeiro lugar nas tabelas classificativas britânicas enquanto, nos EUA, esta canção só é encontrada no 72º lugar. Para remediar a esta situação, um Best Of é lançado no mesmo ano naquele mercado e Robbie Williams colabora com Tom Jones no famoso álbum Reload. Nada feito… Os americanos não querem do ex Take That!

Em 2000, o álbum Sing When You’re Winning não ajudará em nada a alcançar o sucesso no outro lado do oceano atlântico. De facto, o vídeo clipe de Rock DJ será extremamente polémico, pois relembrando as imagens, vemos o Robbie Williams fazer um striptease onde, inicialmente, o artista tira toda a roupa para depois, tirar a pele, os músculos, e acabar em ossos. Num país conservador e até mesmo puritano, este vídeo é entendido como uma provocação. Ainda neste álbum, encontramos títulos como Supreme (dueto com Kylie Minogue) e Let Love Be Your Energy. E, no total, são vendidos 4 milhões de cópias.

No ano seguinte, Robbie Williams surpreende toda a gente (eu não fui excepção) com o álbum Swing When You’re Winning. Trata-se de um álbum de remixes de canções de estilo Jazz dos anos 50 e 60. Acredito que toda a gente se lembra do título Somethin’ Stupid cantado com Nicole Kidman.

Após este exercício, nasce Escapology em 2002, um álbum que conheceu um grande sucesso na Europa pelo intermediário de títulos como Feel, Come Undone e Sexed Up. Mais uma vez, o videoclipe de Come Undone suscita duras críticas por causa das suas imagens demasiado explícitas mas nenhuma crítica foi capaz de abalar a digressão Live Summer Tour 2003, com três concertos em Knebworth que juntaram 375 000 pessoas.

Enquanto Robbie Williams “ressaca” após estes concertos, um Best Of é lançado e, no mesmo momento, o álbum Intensive Care começa a ser preparado. Neste opus, destacam-se os títulos Tripping, Advertising Space e Sin Sin Sin. E, logo a seguir, em 2006, o álbum Rudebox é lançado. Alguém se lembra deste opus? Eu só me lembro da canção She’s Madonna. Ai como a odeio…

Três anos depois, em 2009, o álbum Reality Killed The Video Star é realizado com a ajuda de Trevor Horn, do grupo Buggles. Para quem não conhecer, trata-se da banda que cantou a música hiper mega famosa Video Killed The Radio Star.

E desde então, nada… Ou melhor, nada a solo porque Robbie Williams voltou a cantar com os seus amigos dos Take That. Nos meados dos anos 90, eles não o podiam ver mas agora que ele é uma estrela da música Pop, já está tudo bem. Não me vou queixar muito porque até gostei do single The Flood e gostei ainda mais ouvir o concerto da boyband em Manchester. Não se assustem, é a minha veia saudosista a falar mais alto que a razão. Isto passa…


Por fim, acho também importante referir que Robbie Williams não é apenas um provocador que só pensa na luxúria. Assim, para além de ter criado a sua fundação Give It Sum que tem como objectivo desenvolver a sua região natal, representa ainda a Unicef numa campanha junto de David Beckham e, por fim, é dono de um clube de futebol chamado “Port Vale” do qual ele era adepto.

Deixo aqui ao lado alguns dos vídeos que marcaram esta carreira…

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