domingo, 27 de maio de 2012

Pelas Fábricas de Portugal... Acto II

Vamos lá continuar o nosso percurso pelas fábricas...

Quem diz fábrica, diz linha de montagem, quem diz linha de montagem diz eficiência, quem diz eficiência diz monitorização do tempo de trabalho. Logo, para além de um (ou vários) relógio(s) espalhados pelo local de trabalho e visíveis ao longe, há ainda um aspecto mítico que tem de ser realçado: a sirene.

Em que consiste o papel deste artefacto absolutamente horrível? Avisar o pessoal quando começar a trabalhar, quando pode fazer uma pausa, quando pode ir almoçar e quando pode ir embora. Embora eu ache o som da sirene algo de extremamente stressante, tenho a sensação de que se trata de uma melodia para quem anda todo o dia atrás de uma máquina de costura. Porque será?

O pior é que, em algumas fábricas do tipo fundos/garagens/barracos (mais frequentemente designadas por "chafaricas"), o tecto é tão baixo que a sirene fica, mais coisa menos coisa, há poucos centímetros dos meus ouvidos. Nem imaginam quantos sustos já apanhei (sem falar dos estragos na minha capacidade de audição).

E pronto, estamos no Século XXI, somos cada vez mais absorvidos pela tecnologia mas, apesar de tudo, sobrevivem alguns elementos que foram inaugurados no início do século passado...

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