domingo, 30 de setembro de 2012

Curiosidades da Ryanair



Acho que não será a primeira vez que falarei aqui da curiosidade que desperta em mim os aviões, os aeroportos e a minha querida Ryanair. E não estou a ser irónico... Se não fosse esta companhia aérea, muitas das minhas viagens seriam insipidas, sem qualquer sabor ou fantasia. Mas vamos por partes...

O primeiro ponto prende-se com a natureza humana e com aquela vontade louca de entrar em primeiro no avião para poder estar sentado enquanto as outras pessoas ficam na fila. Eu até entendo este comportamento quando queremos entrar no Metro na hora de ponta. É óbvio que é mais agradável e confortável fazer uma viagem sentado mas, no caso do transporte aéreo, salvo erro e para já, há lugares sentados para todos. Um dia, se continuarmos nesta lógica diabólica do Low-Cost a qualquer custo, acredito que o avião será uma espécie de Metro com asas. Aliás, já li há algum tempo atrás que a Ryanair estava a pensar transportar pessoas em pé. Isso relembra-me algo... O que será? Ah, sim, já me lembrei: transporte de gado.

O segundo ponto já é um mix entre a nossa paranoia e a falta de rigor da Ryanair. Trata-se da questão das bagagens de mão. Ainda hoje e apesar das minhas várias viagens com esta companhia, não entendo como é possível não haver espaço suficiente no porta-bagagens que está situado mesmo por cima das nossas cabeças. Pela lógica, se existem medidas estandardizadas para as malas, suponho que seja para tornar o processo de transporte mais eficiente. Passo a explicar... Se existe mais do que espaço suficiente para colocar a bagagem de mão na bagageira, então as pessoas instalam-se mais depressa, logo as pessoas não parecem formigas a tentar arranjar um lugar para um saco numa ponta do avião enquanto estão sentadas na outra ponta e, logo, o avião pode seguir a tempo e horas.

E assim chegamos ao terceiro ponto... Quando chegamos a tempo ao local de destino, ouvimos aquela música fantástica. A primeira vez que a ouvi, adorei a mensagem que consiste em dizer que a Ryanair consegue cumprir com os horários, e isto melhor do que as companhias nacionais. Absolutamente brilhante em termos de marketing. Porém, já me cansei de a ouvir e agora já me surpreendo a rezar para que o voo chegue um pouco atrasado. Será que iriam pôr a música na mesma? Muito provavelmente.

Por fim, depois de o avião ter aterrado, chega a abençoada altura em que a aeronave pára. Neste exacto momento, o sinal luminoso dos cintos deliga-se e acontece algo extremamente estúpido. Em vez de as pessoas esperarem sentadas pela abertura das portas do avião, todas elas (ou quase) optam por se levantar, vestir os casacos e apoderar-se das malas antes que elas fujam. Pergunto eu: porquê? A sério… Qual é a piada em estar de pé, numa posição desconfortável que consiste em ter a cabeça agachada para não bater no tecto e esperar. Não seria antes melhor aguardar sentado e quando chegasse a nossa vez levantarmo-nos e sair tranquilamente?

Enfim, já nada me surpreende com a Ryanair, nem mesmo o facto de vender raspadinhas dentro dos aviões. Contudo, continuo atento e o facto de trabalhar no ramo do calçado começa a ter efeitos colaterais sobre mim. Foi assim que descobri que, num voo da Ryanair e em caso de emergência, as mulheres não podem usar saltos altos. Pensei no porquê da coisa e só vejo duas explicações: devem ter medo que o salto rasgue o escorrega insuflável ou que o salto magoe alguém ao deslizar. Entretanto, descobri que a TAP também não gosta de saltos-altos. Porém, ainda não percebi o porquê de proibir o uso de placa dentária. Se calhar, o pessoal da Ryanair pensa que os dentes postiços ainda podem ganhar vida e começarem a roer o avião, os coletes salva-vidas, o escorrega, etc.