sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Düsseldorf

Nunca fiz questão de visitar a Alemanha e até há poucas semanas atrás, nem sequer sabia onde ficava Düsseldorf. Porém, participar em feiras leva-nos, por vezes, a conhecera sítios inesperados. E, indo directamente ao cerne da questão, seria mentira dizer que adorei a cidade, pois Düsseldorf não tem nada de especial. Aliás, só para terem noção, cheguei a ver alguns panfletos que promoviam a visita da cidade em 2 horas. Creio que visitar a Póvoa de Lanhoso leva mais tempo do que isso...

Para além disso, confesso que tenho grandes problemas com a língua alemã. Ou melhor, tenho apenas um: não percebo rigorosamente nada. E, cereja no topo do bolo, acho este idioma horroroso. Estes aspectos tornam-se, por exemplo, ainda mais relevantes na hora de pedir algo para comer. Os vários restaurantes onde estive não apresentavam ementas traduzidas (eis um nicho de mercado para quem quiser), nem mesmo em Inglês. Logo, para além de não saber do que se tratava, os nomes dos pratos assustavam. Quer dizer, quem quer comer um prato chamado “Königsberger Klopse”? Isto só pode fazer mal à saúde. Mas, graças a Deus, há sempre funcionários simpáticos para nos explicar do que se trata e é neste aspecto que a viagem foi enriquecedora.

Talvez seja comum a muita gente, mas eu tinha um preconceito relativamente aos Alemães. Pensei que se tratava de um povo frio e até mesmo antipático. Esta ideia é provavelmente o resultado de muitos anos a ver filmes sobre a Segunda Guerra Mundial e, ultimamente, a ver a Angela Merkel. Independentemente destas considerações, e tal como acontece muitas vezes nestes tipos de estereótipos, cheguei à conclusão de que os Alemães não são pessoas frias, antes pelo contrário. A diferença é que não o mostram da mesma forma que os povos do Sul da Europa. E, passado aquele obstáculo de comunicação, com as duas partes a fazer esforços para falarem numa língua comum, o diálogo surge naturalmente.

Porém, não me apaixonei pela Alemanha e ainda menos por Düsseldorf porque apesar de ter passado lá uns bons momentos como, por exemplo, num bar de Jazz e numas ruas pedonais repletas de bares, a cidade não me cativou. Creio que será, para sempre, uma cidade reservada exclusivamente para negócios. No entanto, este pequeno passeio deu-me a vontade de conhecer mais aquele país. Ainda não sei bem quando, mas logo se verá...

0 comentários: